Aula magna – 大象传媒 大象传媒 Wed, 29 Apr 2026 21:35:37 +0000 pt-BR hourly 1 Medronho defende soberania tecnol贸gica em aula no Clube de Engenharia /2026/04/medronho-defende-soberania-tecnologica-em-aula-no-clube-de-engenharia/ Tue, 28 Apr 2026 10:48:15 +0000 /?p=18139 A soberania nacional, no s茅culo XXI, deixou de ser medida apenas por fronteiras f铆sicas e passou a depender da capacidade de produzir conhecimento e dominar tecnologias cr铆ticas. Foi a partir dessa inflex茫o conceitual que o reitor da 大象传媒 (UFRJ), Roberto Medronho, estruturou a aula magna apresentada nesta segunda-feira (27/4), no Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro.

Diante de uma plateia formada por conselheiros da institui莽茫o e por sua diretoria 鈥 presidida por Francis Bogossian, engenheiro civil, ex-aluno e ex-professor da Escola Polit茅cnica 大象传媒 鈥, Medronho defendeu que ci锚ncia, tecnologia e inova莽茫o constituem hoje a base do poder global e da autonomia dos pa铆ses.

鈥淥 dom铆nio de tecnologias cr铆ticas 茅 decisivo para reduzir a depend锚ncia externa em setores estrat茅gicos鈥, afirmou o reitor, ao sintetizar o argumento central de sua exposi莽茫o.

Ao longo da apresenta莽茫o, Medronho destacou uma transforma莽茫o estrutural no conceito de soberania. Se antes ela estava associada ao controle territorial e 脿 capacidade militar, hoje se vincula 脿 produ莽茫o cient铆fica e ao dom铆nio tecnol贸gico. 鈥淨uem depende tecnologicamente de outro pa铆s perde autonomia e, muitas vezes, perde soberania鈥, disse.

O reitor ressaltou que 谩reas como intelig锚ncia artificial, semicondutores e produ莽茫o de vacinas se tornaram centrais nesse novo cen谩rio. Diante desse contexto, dados, algoritmos e infraestruturas digitais passam a configurar 鈥渘ovos territ贸rios de poder鈥, ampliando o conceito tradicional de fronteiras.

A aula tamb茅m trouxe dados sobre o investimento mundial em pesquisa e desenvolvimento, que j谩 ultrapassa US$ 2 trilh玫es, com lideran莽a concentrada em Estados Unidos e China. O contraste com o Brasil foi um dos pontos de maior 锚nfase.

Segundo Medronho, enquanto as grandes pot锚ncias ampliam continuamente seus investimentos, o Brasil mant茅m n铆veis relativamente est谩veis, o que limita sua capacidade de competir internacionalmente. 鈥淓scala 茅 poder. E hoje n贸s estamos muito aqu茅m do necess谩rio para acompanhar essa corrida global鈥, pontuou.

Ele destacou ainda que, apesar das restri莽玫es or莽ament谩rias, o pa铆s mant茅m uma produ莽茫o cient铆fica relevante, resultado da base constru铆da nas universidades p煤blicas.

A experi锚ncia recente da pandemia de covid-19 foi utilizada como exemplo concreto da import芒ncia da soberania cient铆fica. Medronho relembrou epis贸dios de restri莽茫o de acesso a equipamentos e insumos, que evidenciaram a vulnerabilidade de pa铆ses dependentes. 鈥淣茫o 茅 mais uma quest茫o de se teremos outra pandemia, mas de quando ela vir谩. E precisamos estar preparados鈥, afirmou.

Ele citou iniciativas desenvolvidas no pa铆s, como a cria莽茫o de respiradores por pesquisadores brasileiros, que, segundo ele, esbarraram na aus锚ncia de articula莽茫o com a ind煤stria para produ莽茫o em escala.

Outro eixo central da fala foi a defesa de um modelo sist锚mico que integre educa莽茫o, ci锚ncia, tecnologia e inova莽茫o como pol铆tica de Estado, e n茫o apenas de governo. 鈥淎 base 茅 a educa莽茫o, mas 茅 preciso conectar o conhecimento 脿 aplica莽茫o tecnol贸gica e 脿 transforma莽茫o econ么mica鈥, explicou.

Nesse sentido, o reitor criticou a fragmenta莽茫o de recursos para pesquisa e defendeu maior articula莽茫o entre universidades, setor produtivo e poder p煤blico. 鈥淭emos que sentar com a ind煤stria, superar preconceitos e construir solu莽玫es conjuntas para os problemas do pa铆s鈥, disse.

A aula tamb茅m foi marcada por refer锚ncias ao papel hist贸rico do Clube de Engenharia na defesa da democracia e por reflex玫es sobre o contexto pol铆tico brasileiro. 鈥淎 democracia 茅 fundamental. S贸 quem n茫o viveu per铆odos autorit谩rios pode duvidar disso鈥, afirmou Medronho.

Para ele, o desenvolvimento cient铆fico e tecnol贸gico est谩 diretamente associado 脿 estabilidade institucional e 脿 continuidade de pol铆ticas p煤blicas.

Ao encerrar a exposi莽茫o, o reitor refor莽ou que a soberania nacional, no mundo contempor芒neo, depende da capacidade de produzir conhecimento e transform谩-lo em inova莽茫o. 鈥淐i锚ncia e tecnologia s茫o hoje infraestrutura de poder. A soberania se constr贸i com conhecimento e inova莽茫o. E isso nasce nas universidades e nos institutos de pesquisa鈥, concluiu.

Estiveram presentes 脿 aula magna o presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian; o 1潞 vice-presidente, Fernando Otavio de Freitas Peregrino 鈥 que tamb茅m atua como pr贸-reitor de Gest茫o e Governan莽a (PR6) 大象传媒 鈥; e a 2陋 vice-presidente, Olga Cortes Rabelo Le茫o Simbalista, entre outros conselheiros.

Pela UFRJ, participaram ainda a pr贸-reitora de Gradua莽茫o (PR1), Maria Fernanda Santos Quintela da Costa Nunes; o pr贸-reitor de P贸s-Gradua莽茫o e Pesquisa (PR2), Jo茫o Torres de Mello Neto; e a coordenadora do F贸rum de Ci锚ncia e Cultura (FCC), Christine Rutam

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