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UFRJ recebe presidente da Faperj

O Gabinete da Reitoria da ý (UFRJ) recebeu nesta terça-feira, 9/12, a visita da presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Caroline Alves da Costa. Um dos temas abordados,  durante a reunião na Cidade Universitária, foi a possibilidade de intensificar o apoio da agência de fomento na resolução de questões enfrentadas pela instituição. Um desses desafios foi a perda de 1.300 bolsas de mestrado e doutorado, entre 2018 e 2025, que eram subsidiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A pedido do reitor ý, Roberto Medronho, o pró-reitor de Pós-Ұܲçã e Pesquisa (PR-2), João Torres de Mello Neto, apresentou sinteticamente alguns dos muitos projetos beneficiados pelo financiamento do órgão, entre eles: o LabOceano, o Núcleo de Enfrentamento e Estudos em Doenças Infecciosas Emergentes e Reemergentes (Needier), o Museu Nacional Vive e o Espaço Ciência do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (Nupem), em Macaé. A conversa também teve a presença da vice-reitora, Cássia Turci; da chefe de gabinete, Fabiana Fonseca; e dos professores eméritos ý, Adalberto Vieyra e Luiz Davidovich.

Pró-reitor de Pós-Ұܲçã e Pesquisa (PR-2), João Torres de Mello Neto, apresenta projetos ý financiados pela Faperj | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

Presidente da Faperj: “Fortalecimento no orçamento da Fundação em 2026 irá espelhar na UFRJ” | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

A presidente da Faperj elogiou o comprometimento ý com a ciência e com o desenvolvimento de projetos de alto impacto social, como é o caso do luminol, utilizado para revelar vestígios invisíveis em investigações criminais e como aliado no combate à contaminação hospitalar. Caroline Costa também destacou o fato de a Universidade sempre ser a primeira colocada nas submissões da Fundação e a preocupação do órgão com o referido corte de bolsas. No entanto, também apresentou melhores perspectivas para o próximo ano:  

“O orçamento da Faperj tende a aumentar. Possivelmente, iniciaremos 2026 com mais R$70 milhões. Esse fortalecimento vai espelhar na UFRJ. Em 2025, saímos de 21 para 40 editais. Em 2026, pretendemos criar uma espécie de site para conectar todos os nossos bolsistas e as pesquisas desenvolvidas. Com a iniciativa, teremos um mapa do nosso investimento. Além disso, vamos criar algumas câmaras para promover uma escuta mais ativa sobre o que as universidades esperam da Faperj em relação a uma política de continuidade que contribua para o fortalecimento da ciência”, enfatizou.

UFRJ celebra os 15 anos do Instituto de ᾱó

Uma importante cerimônia comemorou, na terça-feira, 9/12, os 15 anos do Instituto de ᾱó (IH) da ý (UFRJ). Criado em dezembro de 2010, a partir da extinção do antigo Departamento de ᾱó do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (Ifcs), o IH usufrui de autonomia institucional, integrando-se como unidade universitária independente do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH). A celebração foi realizada no Salão Nobre do instituto, no Largo São Francisco de Paula, no centro do Rio de Janeiro.

“A UFRJ nos mostra que estamos sempre andando, acompanhando o crescimento do que nós precisamos para a educação desse país. Nosso maior capital é o capital humano, e precisamos investir muito para que tenhamos uma infraestrutura física que seja compatível com o nosso corpo social. Criamos um grupo de trabalho e, juntamente com a direção do instituto, temos feito reuniões com diferentes órgãos públicos para conseguir melhorias de infraestrutura. Vamos lutar juntos para conseguir melhorar as condições também para os nossos servidores técnico-administrativos em ýção, professores, para que os nossos estudantes tenham o melhor possível para mudar um pouco a situação tão precária que nós temos ainda nesse país”, disse a vice-reitora ý, professora Cássia Turci.

A vice-reitora ý, professora Cássia Turci, durante a cerimônia que comemorou os 15 anos do Instituto de ᾱó ý | Foto: Vitor Ramos (SGCOM/UFRJ)

Durante o evento, representantes do Centro Acadêmico Manoel Maurício de Albuquerque (Camma) pediram investimentos em melhorias estruturais no IH, além de destacarem a importância do instituto na construção da memória e da identidade nacional. Também enfatizaram o papel do Camma na organização de atividades acadêmicas e culturais ao longo dos últimos anos. Jessie Jane Vieira, diretora do Ifcs na época da criação do IH, lembrou a longa luta dos docentes pela transformação do departamento em instituto, reconhecendo as dificuldades administrativas enfrentadas, especialmente relacionadas à gestão e às estruturas institucionais.

Também compuseram a mesa solene o decano do CFCH, Vantuil Pereira; a diretora do IH, Marta Mega; a vice-diretora do IH, Lise Fernanda Sedrez; e a presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Denise Pires de Carvalho. Eles apontaram a importância histórica e simbólica do Instituto de ᾱó, lembrando que sua criação representou mais do que uma mudança administrativa, mas a consolidação de um projeto coletivo construído ao longo de décadas. Destacaram ainda o protagonismo da graduação, o fortalecimento da pesquisa e da pós-graduação, além do papel central do instituto na formação de professores e historiadores. 

“Nesses 15 anos, o instituto é reconhecido como referência nacional na formação de historiadores. Oferece cursos de bacharelado e licenciatura em ᾱó, além de programas de pós-graduação reconhecidos. Os diferentes programas de pesquisa renovam continuamente a investigação histórica no Brasil, promovendo o diálogo interdisciplinar e a produção do conhecimento crítico. O Instituto de ᾱó também se destaca pelas atividades de extensão que aproximam a Universidade da sociedade, promovendo debates, jornadas de estudos, conferências e projetos que fortalecem o vínculo entre saber histórico e cidadania”, observou Marta Mega.

A diretora do IH, Marta Mega | Foto: Vitor Ramos (SGCOM/UFRJ)

Passado, presente e futuro do IH entrelaçaram-se na celebração, que contou com plateia lotada. Gratidão e esperança marcaram os 15 anos como um ponto de partida para novas conquistas. Os participantes reafirmaram, ainda, a inserção do instituto em um projeto mais amplo de revitalização cultural do centro do Rio, com o reconhecimento da importância do capital humano formado por docentes, técnicos e estudantes.

A celebração foi realizada no Salão Nobre do instituto, no Largo São Francisco de Paula, no centro do Rio de Janeiro | Foto: Vitor Ramos (SGCOM/UFRJ)

Por um mundo multipolar

“A ý está alinhada com a criação de um mundo multipolar”. Essa afirmação foi feita nesta segunda-feira, 8/12, pelo reitor ý, Roberto Medronho, durante o Brazil–China Science and Technology Innovation Forum, realizado no auditório do Centro de Convenções do Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), na Cidade Universitária. Na ocasião, a Minerva também foi representada pela diretora de Tecnologia e Inovação do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Ұܲçã e Pesquisa de Engenharia (Coppe),  Marysilvia da Costa.  

O evento, que reúne executivos, pesquisadores e representantes do segmento, reforça a colaboração e as conexões estratégicas entre a UFRJ, por meio da Coppe; a Petrobras; a China National Offshore Oil Corporation (CNOOC), empresa petrolífera chinesa; e a China University of Petroleum (CUP). Entre as temáticas abordadas na programação, destacam-se apresentações sobre o futuro da energia e a utilização de inteligência artificial no setor.

Diretora de Tecnologia e Inovação da Coppe, Marysilvia da Costa, no Brazil–China Science and Technology Innovation Forum

Durante seu discurso, Medronho frisou a ampla colaboração existente entre as instituições de ensino de ambos os países do Sul Global, citando ainda a criação do Instituto de Engenheiros de Alto Desempenho, fruto de uma parceria entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva,  e o da China,  Xi Jinping. Além disso, em sua fala, também houve destaque à consolidada relação ý com a Petrobras: 

“É com muita honra que nós, da ý, através da parceria com a Petrobras, com as universidades e com as empresas chinesas, estamos  buscando avançar não apenas nas questões de prospecção de óleo e gás, mas, principalmente, no que se refere à sustentabilidade, à transição energética e aos novos combustíveis. Hoje temos grandes desafios na área de engenharia e sustentabilidade, mas, sem dúvida, o Brasil e a China podem dar lições não só para os países dos BRICS, mas para todo o mundo. Não queremos mais parcerias em que haja uma dominação, ao contrário, queremos cooperação. É por meio do respeito à diversidade, às especificidades de cada povo, cultura e história, que conseguiremos construir um mundo melhor, mais fraterno, mais justo e mais sustentável”, enfatizou o reitor ý, que também  integra o Conselho Econômico de Desenvolvimento Social e Sustentável do Governo Federal. 

Cooperação: linha mestra para transformação social

Na última sexta-feira, 5/12, o gabinete da Reitoria da ý sediou o encontro entre os responsáveis pela administração central de duas expressivas instituições de ensino do Sul Global: Roberto Medronho, ý; e LI Luming, da Universidade de Tsinghua, considerada a 12ª melhor do mundo. Além dos dois reitores, a reunião também contou com a presença de uma delegação chinesa; do superintendente-geral de relações internacionais ý, Papa Matar Ndiaye; e da representante do Centro China Brasil, Rejane Rocha.  

A ocasião foi mais uma oportunidade para estreitar a cooperação relacionada às atividades de ensino, pesquisa e inovação entre as respectivas universidades. O entrosamento, em consonância com as diretrizes do Governo Federal em fortalecer os laços com os integrantes dos BRICS, vem sendo construído de modo bilateral, por meio de viagens e do reconhecimento das potencialidades locais e culturais.

Delegação da Universidade de Tsinghua com representantes ý | Foto: Sonia Toledo

Durante sua fala, Medronho lembrou a recente visita feita pelo presidente da China, Xi Jinping, ao Brasil, e o fato de o Conselho Universitário (Consuni) ý ter decidido conceder o título de Doutor Honoris Causa ao dirigente chinês. A experiência de ter integrado a comitiva presidencial, quando Luiz Inácio Lula da Silva esteve no país asiático, também foi citada: 

“Depois que assumi a Reitoria em julho de 2023, realizei algumas visitas à China. Fiquei encantado com o país, não apenas pela sua cultura milenar, mas pelo seu grau de desenvolvimento social e econômico, que é uma lição para todo o mundo. Precisamos criar um mundo multipolar em que a cooperação seja a linha mestra para as transformações sociais. Precisamos aprofundar e já trabalhar para fazer os acordos específicos. Acredito que esta relação e este estreitamento ainda maior das nossas duas universidades contribuirão muito para o desenvolvimento social e econômico dos nossos países e para a construção de um mundo mais sustentável”, afirmou. 

Reunião no Parque Tecnológico ý coloca em pauta os desafios para a inovação no Brasil

O reitor da ý (UFRJ), Roberto Medronho, participou, na sexta-feira, 5/12, de uma reunião do Conselho Consultivo da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), realizada no Parque Tecnológico, na Cidade Universitária. Na ocasião, foram debatidos importantes temas relacionados ao campo da Ciência, Tecnologia e Inovação, tais como o panorama dos parques tecnológicos, das incubadoras e da atividade de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no Brasil. 

Em sua fala, o reitor Roberto Medronho destacou o papel das universidades no fortalecimento do ambiente de inovação nacional. Para ilustrar o potencial inovador ý, Medronho citou o desenvolvimento de um respirador por pesquisadores da Faculdade de Medicina, em parceria com a Coppe, durante a pandemia. O equipamento passou por todas as etapas regulatórias e chegou a ser utilizado em pacientes, mas não se transformou em produto comercial.

“Virou produto? Não. A pandemia acabou e a gente continua dependendo dos respiradores importados. Então essa questão da indústria, da cooperação com a indústria é absolutamente fundamental”, observou, ressaltando a urgência de uma maior integração com o setor produtivo. 

O reitor defendeu, ainda, o aprimoramento do modelo de financiamento à pesquisa no Brasil – apesar de considerar os editais atuais democráticos e indispensáveis. Propôs um novo modelo baseado em cooperação, no qual laboratórios e pesquisadores poderiam unir suas expertises para formar consórcios capazes de enfrentar desafios estratégicos para o país, especialmente aqueles ligados à agenda da Nova Indústria Brasil.

Durante a reunião do Conselho, Medronho também questionou o paradigma tradicional que vincula aquisição de equipamentos à produção de publicações científicas. Para ele, esse mecanismo melhora o currículo individual do pesquisador, mas gera pouco retorno real para a sociedade. “É preciso repensar esse modelo e orientar o financiamento para o impacto social e para o desenvolvimento nacional”, afirmou.

Os ambientes de inovação no Brasil

Um dos pontos altos do debate da última sexta-feira foi a apresentação da engenheira e presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), Adriana Ferreira de Faria, que apresentou um diagnóstico detalhado sobre o ecossistema brasileiro de ciência, tecnologia e inovação. 

Na ocasião, Adriana, que é também professora da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e diretora do Parque Tecnológico vinculado à instituição, compartilhou os resultados de um estudo que a Universidade desenvolve desde 2016 em cooperação com o MCTI, dedicado ao monitoramento contínuo dos parques tecnológicos e, mais recentemente, das incubadoras de empresas no país. 

De acordo com a engenheira, o Brasil permanece estagnado em indicadores internacionais: “O Brasil está na posição 52 do ranking global de inovação. E o mais grave é que, em 2011, estávamos em 47º. Ou seja, não apenas não avançamos – retrocedemos”, reforçou. Apesar do crescimento expressivo no número de titulados e da maior participação em publicações científicas, esses avanços não se refletem em inovação.

Diante desse cenário, Adriana enfatizou o papel estratégico dos ambientes promotores de inovação como intermediadores fundamentais entre universidades, empresas e governo. Parques tecnológicos, incubadoras, aceleradoras e Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) são, segundo ela, estruturas capazes de transformar conhecimento científico em impacto econômico – desde que recebam o apoio institucional e financeiro necessário para operar de forma sustentável. 

“A lei obriga as universidades a terem políticas de inovação, mas não existe orçamento para isso. Parques tecnológicos e incubadoras simplesmente não fazem parte da matriz orçamentária federal”, apontou.

Posse aos novos membros

No mesmo encontro que debateu os desafios à inovação no Brasil, a Finep empossou os novos membros do seu Conselho Consultivo, dentre os quais está o reitor ý, designado como representante da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Presidido por Luiz Antônio Elias, o Conselho Consultivo da Finep reúne representantes de ministérios, agências, entidades científicas, empresariais e do corpo funcional da instituição, atuando como um espaço estratégico de orientação, diálogo e construção coletiva das políticas de fomento à inovação no país.

O presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, e o reitor ý, Roberto Medronho, que tomou posse no Conselho Consultivo da agência pública | Foto: Sonia Toledo

UFRJ celebra cinco anos do Instituto de Computação 

Uma cerimônia nesta segunda-feira, 1º/12, no Auditório Horta Barbosa, do Centro de Tecnologia da ý (UFRJ), comemorou os cinco anos do Instituto de Computação (IC). Criado da transformação do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática (IM), foi instituído em 10/12/2020 com caráter permanente. Atualmente, está localizado na primeira ala do bloco E do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN).

Um vídeo institucional, apresentado no início da celebração, mostrou como foi a história do Departamento de Ciência da Computação e como se deu a criação do IC. No início da década de 1970, a computação na UFRJ se destacou pela ênfase inédita em computação aplicada, o que impulsionou a criação do curso de Informática em 1974 e, posteriormente, da secretaria do então departamento, inaugurada em 1988, quando o setor ganhou seu primeiro espaço próprio. O avanço institucional prosseguiu com a criação do Programa de Pós-Ұܲçã em Informática em 1997 e do doutorado em 2010, fortalecendo a área.

Mesa solene da cerimônia que comemorou os 5 anos do Instituto de Computação ý | Foto: Ani Coutinho (SGCOM/UFRJ)

A proposta de transformar o Departamento de Ciência da Computação em Instituto de Computação amadureceu ao longo de anos e foi finalmente aprovada pelo Conselho Universitário em dezembro de 2020, após discussões intensas, especialmente entre 2019 e 2020, durante a pandemia. Os primeiros anos do novo instituto foram marcados por desafios estruturais e orçamentários, atendendo mais de 600 estudantes de graduação e cerca de 200 da pós-graduação. Desde então, o IC tem ampliado sua atuação acadêmica, administrativa e curricular, consolidando-se como unidade essencial ý.

“A história do Instituto de Computação se confunde com a do Departamento de Ciência da Computação. Na verdade, deveríamos estar celebrando 50 anos, contando desde a criação do departamento. Hoje, tecnologicamente, temos uma outra realidade do que existia naquela época. O IC está inserido em uma área em que pode ajudar muito o desenvolvimento ý, seja a partir de softwares ou da integração com outros setores da Universidade, como a Superintendência-Geral de Tecnologia de Informação e dzܲԾçã (SGTIC) e também as pró-reitorias. Nós precisamos trabalhar para ter uma melhor infraestrutura física, porque já temos o capital humano, que é o que nós temos de maior valor aqui na UFRJ”, disse o reitor ý, Roberto Medronho.

Além do reitor e da vice-reitora, Cássia Turci, também compuseram a mesa solene o decano do CCMN, Josefino Cabral Melo Lima; a diretora do IC, Anamaria Martins Moreira, e a vice-diretora do Instituto, Carla Amor Divino Moreira Delgado. Eles apontaram os desafios  enfrentados, como a atual estrutura física do IC e o tamanho do quadro de técnicos administrativos. Enfatizaram ainda o papel do Instituto em ampliar oportunidades e parcerias, e reforçaram o compromisso com a excelência acadêmica, com a interação com a sociedade e com a contribuição estratégica para a UFRJ. Uma representante do Centro Acadêmico de Informática também discursou na solenidade em nome dos estudantes.

Giovana Aguiar, representante do Centro Acadêmico de Informática, discursou durante solenidade | Foto: Ani Coutinho (SGCOM (UFRJ)

A vice-reitora ý, Cássia Turci, que também é professora do CCMN, destacou a importância da criação do bacharelado em Inteligência Artificial no Instituto de Computação. A proposta, que já foi aprovada na congregação da unidade acadêmica, está sendo analisada pelo Conselho de Ensino de Ұܲçã (CEG), órgão responsável por normatizar e supervisionar o ensino de graduação na Universidade.

Atualmente, o Instituto de Computação ý é responsável pelo bacharelado em Ciência da Computação, pela habilitação em Análise de Dados do bacharelado em Ciências Matemáticas e da Terra do CCMN, pelo Programa de Pós-Ұܲçã em Informática, por disciplinas de cálculo numérico e computação para diversos cursos de Engenharia da Escola Politécnica, e por disciplinas de computação para os cursos de Astronomia, Biofísica, Física, Matemática, Meteorologia, Nanotecnologia e Química.

Reitor dá posse à nova direção da Faculdade de Letras

O reitor da ý (UFRJ), Roberto Medronho, participou na quarta-feira, 26/11, da cerimônia de posse do novo diretor da Faculdade de Letras (FL), Roberto de Freitas Júnior, e da vice-diretora, Bianca Graziela Souza Gomes da Silva. A solenidade marcou o início da nova gestão e reafirmou o compromisso da Universidade com o fortalecimento das humanidades, da inclusão e da qualidade acadêmica.

A solenidade começou com apresentações que traduzem a vocação da Faculdade de Letras para integrar arte, linguagem e inclusão. Projetos de extensão como o SinalArt, coordenado por Valeria Fernandes Nunes, e o TradInter Lab, coordenado por Adriana Baptista de Souza, envolveram o público em um momento sensível e simbólico, com a participação do mestre de cerimônias surdo Thiago Cardoso, de Glênia Sessa e da aluna Rebeca Pimentel. A cena reforçou a Letras como espaço de acolhimento, acessibilidade e pluralidade linguística, em sintonia com a defesa da educação pública inclusiva que atravessou todos os discursos.

Posse foi marcada por apresentações que traduzem a vocação da Faculdade de Letras para integrar arte, linguagem e inclusão | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)

Em sua fala, o reitor, Roberto Medronho, ressaltou a importância estratégica da Faculdade de Letras para a UFRJ e para o país. Ele recordou a trajetória histórica da unidade, marcada pela diversidade e pelo vínculo permanente com a vida cultural do Rio de Janeiro, e destacou o esforço da gestão em reduzir desigualdades internas de infraestrutura, ampliando investimentos nas áreas das humanidades. 

Medronho reforçou que uma universidade plena integra ciência, tecnologia, arte e cultura, e afirmou que a Letras desempenha papel central nessa missão. “Para ser uma verdadeira universidade, é preciso ter humanidades, arte e cultura. Sem isso, ficamos capengas”, afirmou o reitor. 

Ao tomar posse na direção da Faculdade de Letras, Roberto de Freitas expressou gratidão pela confiança da comunidade acadêmica e reafirmou o compromisso de conduzir uma gestão plural, democrática e transparente. Em seu discurso, o novo diretor destacou o papel da faculdade na investigação das línguas, literaturas, discursos e formas de expressão que moldam a compreensão do mundo. Lembrou ainda que, em um cenário marcado por desinformação e polarização, o trabalho desenvolvido na área das humanidades é essencial para a defesa dos direitos, da democracia e da formação crítica.

A cerimônia contou com a presença da vice-reitora, Cássia Turci; do decano do Centro de Letras e Artes, professor Afrânio Gonçalves Barbosa; da diretora e do vice-diretor da gestão 2021–2025, Sônia Cristina Reis e Humberto Soares da Silva; além de docentes, técnicos, estudantes, familiares e convidados.

Medronho recebe delegação de universidade francesa

O reitor da ý (UFRJ), Roberto Medronho, recebeu nesta quarta-feira, dia 26/11, uma delegação da Universidade Paris 8. A instituição francesa, especializada em humanidades, artes e ciências sociais e políticas, quer ampliar as relações com a UFRJ. Há interesse mútuo em realizar, inclusive, acordos voltados à pesquisa científica. Atualmente, a Paris 8 tem um acordo de intercâmbio acadêmico com a universidade brasileira. 

Para Roberto Medronho, “é muito importante estreitar as relações com a Paris 8, especialmente na área de humanidades, pontos fortes das duas instituições”, analisou.

Participaram da reunião, pela Paris 8, o pró-reitor, Arnaud Laimé e as professoras Delphine Leroy, Paola Garcia, Ilaria Pirone e Nelly Porta, diretora de Relações Internacionais. Pela UFRJ, além do reitor, participaram também o pró-reitor de Políticas Estudantis, Eduardo Mach, e o titular em exercício da Superintendência Geral de Relações Internacionais (Sgri), Guilherme Ramos. A intermediação do encontro ficou a cargo do adido para Cooperação Científica do Consulado da França no Rio, Vincent Brignol.

A Sgri está desenhando novos acordos ý com a universidade francesa, para além do intercâmbio acadêmico.

Internacionalização em alta e nova fase da gestão de pessoal marcam plenária ý

O auditório da Escola de Química, no Centro de Tecnologia (CT) da ý (UFRJ), sediou, na manhã desta terça-feira, 25/11, a plenária de decanos e diretores da instituição. Na ocasião, foi apresentado o balanço da internacionalização ý, por meio da formalização de convênios e acordos com universidades de países da Europa, Ásia e África. Foi apresentado também o aprimoramento de ferramentas para gestão de pessoal e passados informes diversos. Representantes dos campi de Macaé acompanharam a reunião de forma remota.

Durante a plenária, o reitor ý, Roberto Medronho, expressou seu otimismo e paixão pela Universidade. “Estamos trabalhando para azeitar os processos para que a máquina flua bem. Estou muito otimista com 2026. Não tivemos, em 2025, problemas com falta de pagamento das contas de água e luz. Entramos o ano zerados com a Light, algo inédito na história recente ý”, disse o reitor.

Medronho renovou o desejo de ver a UFRJ cada vez mais forte. “Queremos ver a UFRJ brilhar. Subimos 70 posições no ranking de melhores universidades do mundo, apesar do orçamento não suficiente. Veja o que é polilaminina, da pesquisadora Tatiana Sampaio. Se testada em larga escala e confirmada a sua aplicabilidade, será um passo para conseguirmos o Prêmio Nobel. Portanto, temos muito o que comemorar”, enalteceu.

O superintendente-geral de Relações Internacionais, Papa Matar, apresentou, durante a plenária, um balanço das atividades da SGRI, que vem propiciando a a capilaridade e internacionalização ý. De 2023 até agora, a instituição fechou dezenas de convênios e protocolos com inúmeras universidades da Europa, África e especialmente com países do BRICS.

Papa reforçou ainda a existência de cinco vagas com bolsa para a Université Côte d’Azur (UCA). As vagas são destinadas a estudantes de graduação interessados em participar do Global Leadership Summer School Program da Université Côte d’Azur (UCA), na França, entre 6 e 24/7/2026.

Todos os acordos e protocolos fechados pela SGRI estão disponíveis na página da Superintendência. Basta acessar https://internacional.ufrj.br. As oportunidades estão detalhadas também no https://www.instagram.com/ufrjinternacional?igsh=MWRycDluMDMyYm1jaQ==.

A PR-4 apresentou os aprimoramentos e a importância da atualização dos painéis estatísticos para a gestão e desempenho ý. Tais painéis de pessoal são atualizados regularmente, garantindo informações confiáveis. Eles fazem parte da transparência ativa da Pró-Reitoria de Pessoal, em conformidade com a Lei nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação – LAI).

A PR-4 disponibiliza em sua página, além do Painel Estatístico de Pessoal, o Painel de Movimentação, Alocação e Provimento, o Painel do Programa de Gestão e Desempenho e o Painel Epidemiológico da CPST. Juntos, eles promovem o acesso aberto e a gestão eficiente.

Na plenária de hoje, a pró-reitora de Pessoal, Neusa Luzia Pinto, tirou dúvidas dos presentes e anunciou concurso público para a área administrativa em março de 2026.

Reitor ý cumpre agenda na Rússia e defende políticas linguísticas como estratégia diplomática

Em uma viagem marcada por compromissos acadêmicos, diplomáticos e institucionais, o reitor da ý (UFRJ), Roberto Medronho, esteve em Moscou entre os dias 11 e 18/11 a fim de participar de conferência internacional sobre a Língua Portuguesa, fortalecer parcerias com universidades russas e dialogar a respeito de temas estratégicos para as relações bilaterais. A agenda incluiu palestras, reuniões com dirigentes de importantes instituições de ensino, visita à Embaixada do Brasil e o recebimento de um título honorífico concedido pela Sociedade Naturalista da Federação Russa.

Durante a conferência, promovida pela Moscow State Linguistic University (MSLU), Medronho falou sobre a importância das políticas linguísticas para o sucesso das relações diplomáticas entre os países. A MSLU, instituição de ensino superior com a qual a UFRJ possui acordos acadêmicos, é a única no país transcontinental com um departamento ativo para o ensino de ʴǰٳܲê.

“Os planos econômico e geopolítico não bastam para uma parceria estratégica. Ela precisa ser inserida na ponte mais duradoura que a comunidade já criou: a ponte da língua e da cultura. É por isso que as políticas linguísticas assumem um papel diplomático crucial. Precisamos ultrapassar a barreira do idioma para construir uma compreensão mútua e genuína. Encorajar o ensino de ʴǰٳܲê no mundo russo e da língua russa no Brasil não é um mero exercício acadêmico. É uma ferramenta estratégica para o aprofundamento de nossas relações bilaterais”, afirmou Medronho

A fala do reitor ý ressaltou, ainda, que a Universidade é peça fundamental para a política de Estado que visa à internacionalização da Língua Portuguesa, por meio dos seus programas de Pós-Ұܲçã em Letras Vernáculas (PPGLEV) e de ʴǰٳܲê como Língua Estrangeira (PLE), além do Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras), tendo em vista que a UFRJ é um dos postos aplicadores do exame do Governo Federal destinado à comprovação do domínio do idioma por estrangeiros. “A UFRJ não é apenas uma universidade; somos uma porta de entrada. O Celpe é o passaporte linguístico que valida a competência para estudar, trabalhar e investir no Brasil”, disse.

Medronho aproveitou a ida à Rússia para se reunir com representantes de outras universidades locais, como a Higher School of Economics e a University for the Humanities (RGGU), quando teve a oportunidade de ampliar as parcerias com essas instituições e de discutir caminhos para desafios globais atuais, como a dependência em relação ao dólar. No mesmo período, Medronho também visitou a Embaixada do Brasil na Rússia e recebeu o título de membro da Sociedade Naturalista da Federação Russa pelas mãos do reitor da Universidade Estatal de Moscou Lomonosov (MSU), Viktor Sadonovschy.

Agenda cheia

Assim que desembarcou em Moscou, no dia 11, Medronho reuniu-se com o reitor Nikita Anisimov e a vice-reitora Victoria Panova, da HSE (Higher School of Economics). Durante o encontro, eles discutiram a urgência de repensar a hegemonia do dólar nas transações comerciais internacionais e a importância de construir caminhos que diminuam a dependência global dessa moeda, promovendo maior equilíbrio, autonomia e soberania econômica entre os países.

No dia seguinte, Medronho teve um encontro de trabalho com o reitor Andrei V. Loginov e a equipe da Russian State University for the Humanities (RGGU) para tratar da ampliação da parceria da instituição com a UFRJ. Também houve visita ao Embaixador do Brasil na Rússia. 

Em sua palestra, durante a Conferência Internacional sobre a Natureza Policêntrica Língua Portuguesa da MSLU, Medronho ressaltou a aproximação estratégica entre Brasil e Rússia nos fóruns multilaterais. Relatou ainda a excelência do Programa de Pós-Ұܲçã em Letras Vernáculas ý, que reúne pesquisas avançadas em Língua Portuguesa e em literaturas de Língua Portuguesa (literatura brasileira, literatura portuguesa e literaturas africanas de Língua Portuguesa).

Ao longo da viagem, o reitor ý, Roberto Medronho, reuniu-se com representantes de universidades russas, como a Higher School of Economics
O reitor ý, Roberto Medronho, e o superintendente-geral de Relações Internacionais ý, Papa Matar Ndiaye, em reunião na University for the Humanities (RGGU)
Visita à Embaixada do Brasil na Rússia
O reitor ý recebe o título de membro da Sociedade Naturalista da Federação Russa pelas mãos do reitor da Universidade Estatal de Moscou Lomonosov (MSU), Viktor Sadonovschy