Eventos – ý ý Mon, 02 Mar 2026 22:27:49 +0000 pt-BR hourly 1 UFRJ celebra 200 anos de expedição russa e impulsiona monitoramento ambiental no Bico do Papagaio /2026/02/ufrj-celebra-200-anos-de-expedicao-russa-e-impulsiona-monitoramento-ambiental-no-bico-do-papagaio/ Fri, 13 Feb 2026 19:59:24 +0000 /?p=17992 A ý (UFRJ) realizou, na manhã de 13/2, no Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE), na Praia do Flamengo, o painel Às vésperas do 200º aniversário da primeira expedição russa à Amazônia. O encontro marcou a retomada histórica da cooperação científica entre Brasil e Rússia e discutiu a implantação da Estação de Monitoramento do Bico do Papagaio, iniciativa voltada ao estudo dos ciclos do carbono e das dinâmicas climáticas na Amazônia.

O evento reuniu professores ý, da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), que participaram remotamente, e representantes da Universidade Estatal de Tyumen (UTMN), instituição russa fundada em 1930. O painel resgatou o legado da Expedição Langsdorff (1821–1829), financiada pelo Império Russo e considerada o mais amplo inventário científico do Brasil no século XIX. A expedição produziu registros fundamentais sobre biodiversidade, geografia, clima, populações indígenas e paisagens naturais, muitos dos quais relacionados a áreas hoje estratégicas para o monitoramento ambiental.

Durante o encontro, o reitor ý, Roberto Medronho, ressaltou que a realização do painel carrega um significado histórico profundo para a cooperação científica entre os dois países visto que o projeto pode ser compreendido como uma versão contemporânea, mais sofisticada e tecnologicamente avançada, da expedição realizada no século XIX.

“Temos certeza de que a parceria que estamos aprofundando aqui hoje será muito importante para o mundo inteiro. Este é o início de uma longa caminhada para novos conhecimentos científicos e para que possamos contribuir com um dos temas mais relevantes da atualidade: as mudanças climáticas”, disse o reitor.

Painel comemorou os 200 anos da primeira expedição russa à Amazônia | Foto: Divulgação (SGCOM/UFRJ)

A programação do painel incluiu mesa de debates, sessão de perguntas e respostas, além de apresentação on-line sobre o estado da arte do projeto Bico do Papagaio. Ao estabelecer um paralelo entre passado e presente, os participantes destacaram que, se há dois séculos o território brasileiro era objeto de observação científica pioneira, atualmente o país se consolida como espaço de coprodução de conhecimento, voltado a desafios globais como as mudanças climáticas, a proteção da sociobiodiversidade e a governança ambiental baseada em dados.

A proposta de construção da Estação de Monitoramento do Bico do Papagaio foi apresentada como continuidade histórica dessa cooperação, agora sob o paradigma da ciência aberta, colaborativa e orientada à sustentabilidade. A integração da futura estação à Rede Polígono do Carbono Espelho, da Federação Russa, deverá fortalecer o papel da Amazônia e das áreas de transição ecológica como laboratórios naturais para a compreensão dos ciclos do carbono e de seus impactos climáticos globais.

O pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2) ý, João Ramos Torres de Mello Neto, destacou a posição da Universidade no cenário acadêmico nacional e internacional. Ressaltou ainda que a UFRJ possui áreas de excelência consolidadas, especialmente em engenharia e medicina, mas enfatizou o potencial estratégico das pesquisas em ecologia e mudanças climáticas. “Se antes o Brasil era sobretudo observado, hoje ele é parte de uma rede de cooperação horizontal, com ciência aberta, colaboração internacional e infraestrutura de pesquisa voltada para a sustentabilidade”, disse Torres de Mello.

O professor do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (Nupem/UFRJ), Francisco Esteves, lembrou da influência da tradição científica russa em sua formação e destacou o papel histórico de Langsdorff na organização de um núcleo multidisciplinar que produziu conhecimentos fundamentais sobre a flora e a fauna brasileiras. Para ele, o projeto atual retoma esse legado à luz da crise climática.

“Essa parceria que se inicia hoje representa o começo de uma caminhada que nos levará a uma grande contribuição para o conhecimento da biodiversidade, tanto terrestre quanto aquática, dos ecossistemas amazônicos e das áreas que os circundam”, afirmou Esteves.

 O encontro também reafirmou o valor simbólico da celebração dos 200 anos de intercâmbio científico entre Brasil e Rússia, projetando o legado histórico para o futuro por meio de infraestrutura de pesquisa capaz de formar recursos humanos e subsidiar políticas públicas ambientais. Participaram também do evento o professor João Paulo Machado Torres, ý, e Freud Romão, da UFNT, que realizou apresentação on-line. Pela Universidade russa estiveram presentes o reitor, Ivan Sergeevich Romanchuk; o primeiro vice-reitor, Andrey Viktorovich Tolstikov; o vice-reitor e diretor da Escola de Direito e Gestão, Sergey Sergeevich Zenin; o assessor do reitor, Ivan Sergeevich Prokhorov; o chefe do Departamento de Inovação e Ciência, Georgy Nikolaevich Suvorov; o chefe do Departamento de Política Estudantil, Denis Yuryevich Stepanchuk; o especialista em Brasil e tradutor de português, Ruslan Igorevich Proklov; e o cônsul da Federação Russa, Alexandr Alexandrovich Korolev.

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Tática universitária contra violência de gênero /2025/12/tatica-universitaria-contra-violencia-de-genero/ Thu, 18 Dec 2025 15:13:07 +0000 /?p=17801 Promover a reflexão e o debate sobre táticas de enfrentamento em casos de violência contra a mulher no ambiente universitário: Esse foi o intuito do 1° Encontro Ouvidoria da Mulher e Coletivos Femininos Discentes da ý (UFRJ), realizado na segunda-feira, 15/12, no Auditório Professor Manoel Maurício de Almeida Albuquerque, situado no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), no campus Praia Vermelha. A iniciativa faz parte do programa Movendo Estruturas, desenvolvido pela Ouvidoria da Mulher e pela Ouvidoria-Geral da Universidade.

 A mesa de abertura contou com a presença do reitor ý, Roberto Medronho, e da vice-reitora, Cássia Turci. Também participaram desse momento inicial, a pró-reitora de Graduação, Maria Fernanda Santos Quintela da Costa Nunes; a superintendente-geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (Sgaada), Denise Góes; o decano do  CFCH, Vantuil Pereira; a ouvidora-geral, Katya Gualter; e a representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Mário Prata e do Coletivo de Mulheres Carolina Maria de Jesus da Faculdade Nacional de Direito (FND), Leticia Maia. 

 Durante o  encontro  foi possível conhecer ações já instituídas pela Universidade no enfrentamento à problemática, assim como aprender a identificar e agir frente aos episódios de violência de gênero. Representantes do Comitê Gestor do Programa Federal de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação do Ministério da Gestão e Inovação (MGI) também trouxeram contribuições importantes. Além disso, grupos de trabalho discutiram temáticas como encorajamento à denúncia, protocolos de acolhimento e práticas cotidianas de enfrentamento.  

“Estamos atentas ao clamor ý para extinguir todas as formas de violência das quais as mulheres são alvo. Iniciamos essa ação pelos coletivos femininos de nossas estudantes por serem uma parcela vulnerável do conjunto de mulheres da nossa Universidade. Há uma possibilidade de aproximação pela escuta, pela busca por táticas de enfrentamento às violências que atingem as mulheres no ambiente institucional. Táticas entendidas como a arte do fazer dos mais fracos, conforme conceitua Michel de Certeau”, explicou a ouvidora da Mulher, Angela Brêtas, mediadora do evento.

Paz sem voz, é medo!

Para Medronho, não é possível haver excelência acadêmica onde há silenciamento, medo e violência nas suas diferentes formas:

“Estou me referindo a todos os tipos de violência, seja ela física, psicológica, sexual, moral, institucional ou expressa em discriminações e desigualdades que se repetem e são naturalizadas. A Ouvidoria da Mulher existe para ser a porta de entrada e de confiança, um lugar onde a palavra encontra acolhimento, a dor não é tratada como exagero, nem como uma questão menor. Trata-se de uma estrutura de garantia de direitos dentro ý, que atua em quatro dimensões: acolhimento qualificado; encaminhamento e articulação; prevenção e formação; memória institucional e transparência responsável. Que saiamos deste encontro com encaminhamentos concretos, pois esta é a melhor homenagem que podemos fazer a quem sofreu ou sofre violência”.

Reitor ý defende combate a todas as formas de violência e silenciamento | Foto: Renan Silva (Sintufrj)

A  representante da Associação dos Pós-Graduandos (APG) ý, Julia Garcia, fez uma alerta: “O assédio moral na pós-graduação tem afetado muito a saúde mental dos estudantes de modo geral. Mas o marcador de gênero agrava ainda mais a situação das mulheres”. Por sua vez, a discente que representou o DCE lançou um questionamento direto: “Como fazer a UFRJ ser um lugar melhor e mais acolhedor para as mulheres?” 

Cássia Turci compartilhou o que considera fundamental para a construção de uma universidade livre de violência e assédio: “Para mudar este cenário, precisamos discutir o tema sem medo. Não podemos nos calar nunca! É por meio do diálogo franco que as questões emergem. A maioria dos assédios acontece dentro das universidades, principalmente aqueles velados. Isso é muito grave e tem provocado muito  adoecimento mental. A universidade deve ser um lugar onde as pessoas se sintam bem”. 

 Ao falar sobre a participação das mulheres na Administração Central ý, a chefe de Gabinete da Reitoria lembrou um episódio vivenciado, no passado, como diretora  da Escola de Química. Fabiana Fonseca narrou que, certa vez, um docente entrou de maneira abrupta e desrespeitosa na sala destinada à gestão, que era ocupada por mulheres, para questionar uma norma institucional: 

“O professor não teve pudor algum em agir desta forma e questionar o motivo pelo qual eu utilizava uma vaga no estacionamento, tradicionalmente reservada para quem ocupava o cargo na direção da unidade. Duvido, se no meu lugar estivesse um homem, que ele teria tido esse tipo de atitude. Mas ainda bem que a UFRJ está caminhando, de modo irreversível, para um perfil cada vez mais diverso. Atualmente, 13 mulheres maravilhosas e competentes integram a equipe desta gestão”, disse, orgulhosa.

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DIP UFRJ:  um selo de qualidade da saúde pública /2025/10/dip-ufrj-um-selo-de-qualidade-da-saude-publica/ Fri, 10 Oct 2025 17:06:27 +0000 /?p=17471 A Minerva está em festa pela celebração dos 100 anos de existência da disciplina de Doenças Infecciosas e Parasitárias (DIP) da Faculdade de Medicina da ý (UFRJ). Para marcar o centenário, foi criado, inclusive, um selo oficial, feito pela estudante Lara Mota Vieira Souza, vencedora do concurso promovido para este fim. Apesar de estar em período de férias, o reitor ý, Roberto Medronho, fez questão de participar do workshop de abertura das comemorações, realizado na quinta-feira, 9/10, no Auditório Halley Pacheco, situado no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), na Cidade Universitária. 

Também estiveram presentes na solenidade de abertura o superintendente-geral do Complexo Hospitalar ý, Amâncio Carvalho; o diretor da Faculdade de Medicina, Alberto Schanaider; e o chefe e a coordenadora de Graduação do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias (DDIP), Mariano Zalis e Simone Nouér. Atuante na área de Saúde Pública, com ênfase em Epidemiologia, Medronho, que é professor titular do DDIP da Universidade, expressou o significado da rememoração desse marco, articulando com a vivência de quem também já esteve por quase uma década na direção da Faculdade de Medicina ý. 

“Em 2025, quando a Faculdade de Medicina faz 217 anos, a disciplina de Doenças Infecciosas e Parasitárias ý alcança seu centenário. Trata-se de uma disciplina que foi dirigida por Carlos Chagas, um dos cientistas mais notáveis do Brasil e do mundo, responsável pelo feito de descrever a Doença de Chagas em todos os seus aspectos, desde os parasitários até os determinantes sociais envolvidos no processo saúde-doença. Com essa breve contextualização, fica evidente o quanto a celebração deste momento tão especial para a ciência, a tecnologia e a inovação do nosso país é motivo de muito orgulho e alegria para a ý”, destaca Medronho, que foi um dos professores contemplados com a medalha comemorativa do centenário.

Professores do departamento recebem medalha comemorativa pelos 100 anos | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

Medronho relembra a relevância de Carlos Chagas para a ciência brasileira e mundial na abertura das comemorações | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

O pesquisador Carlos Chagas inaugurou a primeira cadeira de Moléstias Tropicais na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, que deu origem ao atual DDIP. De acordo com Simone Nouér, a posse do sanitarista, em 1925, como professor titular, constituiu-se o marco inicial da disciplina. “Desde então, a disciplina se expandiu para um serviço de assistência nos hospitais, pesquisa com o programa de pós-graduação e um departamento dentro da Faculdade de Medicina”, explica a professora. 

Amâncio Carvalho fez questão de destacar o papel do corpo discente na construção dos próximos passos, que o departamento irá traçar daqui por diante: “Hoje, além desse passado tão importante, relatado pelos que trouxeram as histórias relacionadas à trajetória do DDIP, lançamos também as bases para os próximos 100 anos. Temos a perspectiva de atuar no campo da internacionalização. Esperamos poder avançar, olhando para o futuro, voltados para os problemas que surgem, para as doenças emergentes e reemergentes. Para isso, contamos com nossos estudantes, muitos aqui presentes, que venham a se interessar pela área infectocontagiosa”, afirma. 

Plateia atenta no workshop realizado no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

A programação especial pelos 100 anos do DDIP se estende ainda aos dias 10 e 16/10 e inclui exibição de filme, debate e sessão comemorativa da Academia Nacional de Medicina. Para verificar as atividades, na íntegra, basta acessar o link .

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Faculdade de Administração e Ciências Contábeis ý tem nova gestão /2025/09/faculdade-de-administracao-e-ciencias-contabeis-da-ufrj-tem-nova-gestao/ Tue, 23 Sep 2025 15:08:15 +0000 /?p=17398

Os professores Marcos Roberto Pinto e Eliane Ribeiro Pereira tomaram posse, nesta segunda-feira, 22/9, como diretor e vice-diretora da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (Facc) da ý (UFRJ).  foi realizada no Salão Pedro Calmon, no campus da Praia Vermelha, e contou com a participação do reitor, Roberto Medronho, da vice-reitora, Cássia Turci, e do decano do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas ý, Flávio Alves Martins.

A nova gestão tem mandato até 2029 e sucede a administração anterior, composta pelo professor Antonio José Barbosa de Oliveira e pela professora Ana Carolina Pimentel Duarte da Fonseca. Atualmente, a Facc conta com três cursos de graduação (Administração, Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação, e Ciências Contábeis), dois programas de pós-graduação, além de MBAs e cursos de especialização, atualização e aperfeiçoamento.

“Acredito que teremos uma gestão muito profícua aqui na Facc, que dará uma contribuição muito importante na formação de cidadãos éticos e comprometidos com as mudanças sociais. Temos nesta faculdade um corpo social excelente, preparado para formar profissionais e gestores comprometidos com o desenvolvimento regional e social, com questões relacionadas ao acesso à informação, ao apoio à educação e formação continuada, gestão eficiente da inovação, informação científica e tecnológica, e com o combate à desinformação”, disse o reitor.

A cerimônia de posse foi realizada no Salão Pedro Calmon, no campus da Praia Vermelha | Foto: Divulgação SGCOM

Na cerimônia de posse, o ex-diretor Antônio José Barbosa e a ex-vice-diretora Ana Carolina Pimentel Duarte destacaram o sentimento de gratidão pelo encerramento da gestão iniciada de forma virtual em 2021 e agradeceram o apoio da Reitoria, da Decania, das chefias de departamento, coordenações, técnicos, docentes e discentes. Eles  enfatizaram que a gestão é uma experiência desafiadora, mas essencial para o avanço institucional: “É potencialmente uma experiência extremamente rica, porque nos coloca diante das nossas limitações e da evidência do que gostaríamos de fazer e daquilo que efetivamente fazemos”, afirmou Antônio José Barbosa.

A nova vice-diretora da Facc, professora Eliane Ribeiro Pereira, se emocionou ao relembrar momentos vividos nos 28 anos de vínculo que tem com a unidade, e reforçou que estar à frente da gestão é, antes de tudo, exercer o papel de servidor público, com dedicação à faculdade e à comunidade acadêmica: “Nosso papel é, acima de tudo, servir a esta casa e a cada um de vocês. Faremos todo o possível para que esse serviço chegue aos pés daquilo que a Facc precisa. Vamos contribuir para que esta instituição seja cada vez mais vista como merece pela sociedade, e que a gente consiga, de fato, devolver para a sociedade o que ela garante que a gente tenha para estar aqui”, destacou Eliane.

A nova gestão crê na possibilidade de colocar em prática o compromisso coletivo com o futuro da educação superior pública e com a transformação social que a UFRJ deve promover, em sintonia com os objetivos de desenvolvimento sustentável e com o plano de desenvolvimento da unidade, sempre mantendo o diálogo e a escuta ativa, na busca da construção de um ambiente favorável à excelência acadêmica, pautado na boa governança e na efetividade das ações.

Professor Marcos Roberto Pinto, novo diretor da Facc | Foto: Divulgação SGCOM

“A Facc que recebemos hoje é fruto do trabalho dedicado de gerações de educadores, pesquisadores e gestores. Reconheço e honro aqueles que nos antecederam e construíram nossa história e reputação. Agora, procurando entender o presente e olhando para o futuro, buscaremos soluções inovadoras para atender às demandas de uma sociedade em constante transformação”, disse o novo diretor da Facc, Marcos Roberto Pinto.

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Por uma ponte do saber em via dupla /2025/09/por-uma-ponte-do-saber-em-via-dupla/ Wed, 17 Sep 2025 11:56:00 +0000 /?p=17332 Quais os motivos pelos quais as Ciências Humanas enfrentam tantas dificuldades no fomento à pesquisa? Por que determinados saberes são tradicionalmente priorizados em detrimento de outros, muitos oriundos de culturas africanas e indígenas, por exemplo? Essas são algumas das reflexões que estão em pauta no I Seminário Humanas, Ciências!, realizado entre os dias 15 e 17/9, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (Ifcs) da ý (UFRJ). O evento, organizado pelos professores Rachel Aguiar e Fernando Santoro, é resultado de um projeto de cooperação interdisciplinar, que reúne programas de pesquisa e cursos de graduação e pós-graduação do Centro Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH). Logo de início, o seminário já deu mostras de que todos os saberes são bem-vindos no fortalecimento da relação entre ciência, tecnologia e sociedade.

A própria mesa de abertura expressou a diversidade das várias áreas do conhecimento convidadas para o debate. Além do reitor ý, Roberto Medronho, que é médico, mestre e doutor em Saúde Pública, também estiveram presentes o decano do Centro de Tecnologia (CT), Walter Suemitsu; a representante da Decania do Centro de Ciências da Saúde Maria da Soledade; o decano do Centro de Letras e Artes (CLA), Afranio Gonçalves Barbosa; o decano do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), Cabral Lima; o decano do Centro de Filosofia e Ciência Humanas (CFCH), Vantuil Pereira; a coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura (FCC), Christine Ruta; a diretora do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos (Nepp-DH), Ana Claudia Tavares; o representante do Complexo Hospitalar ý, babalorixá e professor Ivanir dos Santos; e a presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Denise Pires de Carvalho. 

Representantes de diversas áreas do conhecimento integrados no debate para valorização e diálogo das Ciências Humanas | Foto: Ana Marina Coutinho (SGCOM/UFRJ)

A intenção do seminário é promover a troca de experiências, o compartilhamento de  pesquisas e a integração de saberes entre os centros da Universidade. Muito mais que um evento pontual, pretende-se que a iniciativa seja um movimento permanente de valorização da ciência e da área das humanidades. Para Medronho, a democratização da ciência é um aspecto fundamental e deve ser firmada em via dupla, inclusive, simbolicamente: 

“Na UFRJ temos uma ponte do saber e isso só reforça que precisamos estar junto com a comunidade, ouvindo respeitosamente e mudando nossos conceitos a partir dos conhecimentos, que são produzidos no dia a dia, que estão nos saberes ancestrais, muitos passados através de história oral. Como nesses anos todos a ciência não se debruçou sobre essas questões? Temos que romper com essa visão colonizadora. Somos a vanguarda junto com a população para esse novo paradigma que tem que ser criado. Além disso, precisamos ter um foco na justiça social e na justiça cognitiva, que reconhece e valoriza a diversidade dos saberes e dos diferentes conhecimentos produzidos neste país”, finaliza o reitor. 

Lembrando que, além de mesas temáticas e apresentação de trabalhos, a 5ª Mostra do Filme Marginal, que difunde produções audiovisuais independentes que trazem à cena personagens e temáticas socialmente marginalizadas, também integra a programação do I Seminário Humanas, Ciências!. Todas as atividades do evento podem ser consultadas por meio do link : .

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Florescer vida além dos campi /2025/09/florescer-vida-alem-dos-campi/ Wed, 03 Sep 2025 13:33:53 +0000 /?p=17289

Teve início nessa terça-feira, 2/9, o 1º Simpósio de Sustentabilidade e ýção Regenerativa (SER) da ý (UFRJ), no Auditório CGTEC-CT2, na Cidade Universitária. Durante os dois dias de evento, especialistas, pesquisadores, gestores e estudantes estarão reunidos em prol da construção coletiva de uma Universidade mais sustentável, ética e regenerativa. Na programação, palestras inclusivas, mesas temáticas, intervenções artísticas, momentos de trocas de experiências e propostas. A mesa de abertura, presidida pelo reitor ý, Roberto Medronho, foi  composta pelo coordenador-geral do SER, Francisco  Esteves, e pela coordenadora do encontro, Jussara Miranda.

Antes do anúncio do corpo solene, houve a apresentação do Grupo de Pesquisa Partitura Encenada, vinculado ao Programa de Ensino, Pesquisa e Extensão em Dança da Universidade. Após os aplausos da performance, vieram os agradecimentos pelo apoio recebido por meio do corpo social, técnico e da administração central. Colaboração que, de acordo com Esteves, tem sido fundamental para que a coordenação e a equipe do SER articulem, junto à comunidade universitária, o início de uma frutífera jornada: 

“Agradecido, lembro que uma das primeiras ações do reitor, após tomar posse, foi montar um grupo de trabalho heterogêneo e interdisciplinar de sustentabilidade, com integrantes de todos os centros. Posteriormente, tivemos que reduzir o GT, mas seguimos conversando com os centros e órgãos administrativos, fazendo apresentações mais detalhadas e também o levantamento de ações e projetos que já existiam, porém de forma isolada. O que faltava era uma política para integrar essas iniciativas que surgiam na Universidade. E assim, trabalhando bastante, conseguimos conjuntamente construir uma política robusta para a UFRJ, que tem a educação como eixo da sustentabilidade. Esse é o nosso diferencial”, frisou o coordenador-geral do SER. 

Coordenador-geral, Francisco Esteves, relata processo colaborativo de constituição do SER | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)

Um diferencial robusto

Robustez e diferencial que fizeram com que o Conselho Universitário (Consuni) aprovasse, por unanimidade, a referida política, denominada como SER/UFRJ, na sessão do dia 12/12/2024. O acrônimo para sustentabilidade e educação regenerativa nomeia, ao mesmo tempo, a coordenação e a política de sustentabilidade institucional, cujos conceitos, princípios e diretrizes, por meio de valores e práticas, progressivamente estão sendo integrados às atividades de ensino, pesquisa, extensão, inovação, gestão, governança, planejamento e gerenciamento de projetos e obras na UFRJ: 

“Convidamos todos à reflexão sobre esse par: sustentabilidade e educação regenerativa. Aquela educação, que passa para além da sustentabilidade, que é holística, ecossistêmica, que fala de todas as espécies em equilíbrio e daquilo que é necessário restaurar. É uma educação em que a gente precisa ser também pioneira na UFRJ. Não vamos conseguir caminhar na sustentabilidade sem uma educação regenerativa, sem uma educação que seja abrangente a todas as fases. Neste simpósio, temos palestras que, por exemplo,   abordam a sustentabilidade, a importância da ambientalização curricular. Como nós vamos inserir essa discussão nos currículos das nossas disciplinas de graduação e de pós-graduação? Quais são as estratégias com que a UFRJ vai contribuir para o enfrentamento dos desastres ambientais?”, questionou Jussara Miranda. 

Jussara Miranda ressalta importância da educação regenerativa para sustentabilidade | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)

ýção como estratégia

Para Medronho, o enfrentamento dos impactos ambientais, econômicos e sociais decorrentes das mudanças climáticas se faz por meio das mudanças nos hábitos de vida dos cidadãos e das sociedades. Neste quesito, sem dúvida, a UFRJ tem muito com o que colaborar: 

“É fundamental educar, já que a educação é o motor principal para o progresso. Nelson Mandela já tinha dito que a educação é a mais poderosa arma para mudar o mundo. Ao criar uma política moderna  de sustentabilidade e educação regenerativa, a UFRJ, mais uma vez, se torna protagonista de uma importante ação de grande alcance científico e social. Através de propostas concretas e objetivas, que estão sendo discutidas e implementadas no âmbito da Coordenação, não há dúvidas de que elas resultarão em maior sustentabilidade, inclusive financeira, para nossa Universidade. Uma política de sustentabilidade com foco em educação regenerativa hoje significa reconciliar sociedade e natureza, garantindo que cada geração aprenda não só a mitigar os impactos, mas a recriar condições para que a vida floresça cada vez mais e melhor na nossa sociedade”, finaliza o reitor. 

 Reitor Roberto Medronho destaca protagonismo ý com o SER | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)

Aqueles que quiserem conferir, na íntegra, as atividades de quarta-feira, 3/9, do 1º Simpósio de Sustentabilidade e ýção Regenerativa (SER) ý podem consultar a programação pelo link . Lembrando que, aos participantes inscritos, será conferido certificado, tanto aos que forem presencialmente quanto aos que assistirem pela internet pelo canal oficial ý:  .

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UFRJ apoia manifesto que une saúde pública e ação climática /2025/07/ufrj-apoia-manifesto-que-une-saude-publica-e-acao-climatica/ Tue, 22 Jul 2025 21:57:24 +0000 /?p=17086 A ý (UFRJ) é uma das instituições signatárias do Manifesto “Clima é Saúde, Saúde é Clima”, que será lançado oficialmente na próxima quinta-feira, 24/7, às 10h, em evento virtual com transmissão aberta pelo canal do Projeto Hospitais Saudáveis no YouTube.

A iniciativa busca destacar a relação direta entre as mudanças climáticas e os impactos sobre a saúde pública, propondo princípios e ações voltadas ao fortalecimento de políticas públicas e da mobilização social nas áreas de clima, saúde e bem-estar coletivo.

O manifesto foi construído de forma colaborativa e conta com o apoio de pesquisadores, profissionais de saúde, universidades e organizações da sociedade civil. Pela UFRJ, apoiam formalmente o documento o reitor da Universidade, Roberto Medronho, o diretor do Complexo Hospitalar e da Saúde (CHS-UFRJ), José Leoncio de Andrade Feitosa, e a coordenadora de Atenção à Saúde do CHS-UFRJ, Clarice Araujo Rodrigues, além de outros integrantes da comunidade acadêmica.

Também aderiram à iniciativa instituições como a Unesp, o Saúde Planetária Brasil – IEA/USP, o Projeto Saúde e Alegria, a Rede GTA, o Instituto Saúde na Amazônia, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu e a SPDM. Entre os apoiadores, estão nomes de destaque na ciência e na saúde pública, como Carlos Gadelha, Carlos Nobre, Paulo Artaxo, Gonzalo Vecina Neto, Paulo Saldiva, Lia Giraldo, Nelson Gouveia, Thais Mauad e Tatiane Moraes.

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  • Data: 24/7 (quinta-feira)
  • Horário: 10h
  • հԲã:
  • Inscrição e certificado:

Após o lançamento, o Manifesto estará aberto para novas adesões no site do Projeto Hospitais Saudáveis:

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