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UFRJ sedia abertura do VIII Encontro Nacional do Forcult

Evento organizado pelo FCC teve início nesta segunda, 1º/12, no Palácio Universitário, e segue com programação híbrida até sexta-feira, 5/12

Teve início na segunda-feira, 1º/12, o VIII Encontro Nacional do Fórum de Gestão Cultural das Instituições Públicas de Ensino Superior Brasileiras (Forcult). Desta vez, o anfitrião do evento, que vai até o dia 5/12, é o Fórum de Ciência e Cultura (FCC) da ý (UFRJ). Servidores, discentes, agentes culturais, pesquisadores e terceirizados, que atuam na gestão cultural universitária do país, podem participar da programação híbrida, que inclui mesas temáticas, reuniões de grupos de trabalho e apresentação de relatos de experiências. 

Na mesa de abertura, realizada no Auditório Pedro Calmon, situado no Palácio Universitário, no campus Praia Vermelha, a UFRJ foi representada pelo reitor, Roberto Medronho, a vice-reitora, Cássia Turci, e a coordenadora do FCC, Christine Ruta. Na ocasião, também estiveram presentes o presidente do Forcult e pró-reitor de Cultura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fernando Mencarelli; e as secretárias do Ministério da Cultura (MinC) Roberta Martins, de Articulação Federativa e Comitês de Cultura, e  Márcia Rollemberg, de Cidadania e Diversidade Cultural:  

“Falar em cultura é tratar de identidade nacional. Temos uma sociedade fantasticamente diversa com as contribuições de vários povos: indígenas, negros e os de matrizes europeias. A cultura costura todas essas diferenças e nos dá sentido de pertencimento. Essa é nossa grande fortaleza! No entanto, também temos uma realidade social profundamente desigual. Precisamos combater o apagamento de memórias e de manifestações culturais, que, durante muito tempo, foram negligenciadas. Temos que valorizar e integrar a cultura e a criatividade vindas das favelas e periferias. É necessário fortalecer a relação entre cultura, educação e cidadania. Sem cultura não há democracia, nem direitos humanos”, enfatizou Medronho.

Foto: Aní Coutinho (SGCOM/UFRJ)

Durante sua fala, Christine Ruta questionou que tipo de Brasil se deseja projetar com o poder simbólico da cultura. A resposta da coordenadora do FCC veio na colocação feita na sequência: “Nossas línguas, festas, tradições, religiões, museus, terreiros, quilombos e aldeias compõem um patrimônio vivo, que ninguém pode importar ou copiar. Quando o Estado brasileiro investe em cultura, protege fronteiras simbólicas, fortalece a democracia e garante a autonomia de pensamento, especialmente num país que já viveu a censura. Não há soberania cultural se as vozes que fundaram este país seguem silenciadas. As culturas afro-brasileiras e indígenas não são recortes, são pilares da nossa formação. Fortalecer políticas de cultura é enfrentar o racismo estrutural e o colonialismo interno, garantir recursos, espaços, formação e poder de decisão para artistas, mestres, griôs, lideranças indígenas e negras em todo o nosso território”.

Ao referir-se à programação do evento, Cássia Turci chamou a atenção para o caráter abrangente das atividades ofertadas ao longo do encontro, que amplia o tradicional entendimento a respeito da área cultural: “Quando consultamos esse conjunto de atividades, percebemos, na prática, que a cultura e a arte podem estar presentes em todas as áreas do conhecimento. Há, inclusive, uma temática relacionada à cultura e à crise climática”. Para quem quiser conferir, na íntegra, a programação do VIII Encontro Nacional do Forcult, basta acessar o link:  .

Sobre o Forcult

Entidade de natureza propositiva e consultiva, o Fórum de Gestão Cultural das Instituições Públicas de Ensino Superior Brasileiras, composto por representações regionais e nacional, promove encontros anuais. A intenção é construir possíveis caminhos para uma gestão cultural universitária orientada pelo reconhecimento do papel cultural das Ipes e da transversalidade da cultura nas ações de ensino, pesquisa e extensão, assim como nos diversos campos de conhecimento. 

Principal rede nacional voltada à gestão cultural nas Ipes, o Fórum é um espaço de construção coletiva onde, além de discutir políticas culturais, há o compartilhamento de experiências, o fortalecimento dos vínculos institucionais e a ampliação da capacidade de atuação dos envolvidos — gestores, pesquisadores, estudantes, servidores técnico-administrativos em educação (TAEs), docentes e representantes governamentais.