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UFRJ homenageia servidores com mais de cinco décadas de serviços prestados

A ý (UFRJ) concedeu medalhas, nesta segunda-feira, 3/11, a 18 docentes e técnicos-administrativos em educação com mais de 50 anos de trabalho na instituição. A cerimônia foi marcada pela emoção dos agraciados e de seus familiares, que lotaram o auditório do Quinhentão, no Centro de Ciências da Saúde (CCS). A atividade integrou a programação da Semana do Servidor 2025.

No evento, o reitor ý, Roberto Medronho, reconheceu a dedicação diária dos homenageados, que, por mais de cinco décadas, contribuíram para alcançar altos padrões de excelência no ensino, na pesquisa e na extensão. “A Universidade é feita de pessoas, de quem nela trabalha. O nosso maior patrimônio são vocês, que trabalharam ao longo destes anos todos, sejam técnicos-administrativos em educação ou docentes. E também os nossos alunos, que não são servidores, mas ajudam a aprimorar o nome ý, que tem tanto prestígio”, disse. 

Para a vice-reitora, Cássia Turci, a homenagem é uma importante forma de valorização dos servidores da Universidade. “Este reconhecimento faz diferença, porque, quando os novos servidores chegam e veem uma pessoa que está aqui há tanto tempo, eles ficam sabendo que este é um bom lugar para se trabalhar. A gente tem que se esforçar para isso, para que tenhamos um ambiente acolhedor, para que a gente consiga, de fato, trabalhar com todas as pessoas de uma forma harmoniosa, com muito respeito”, defendeu. 

Servidora celebra reconhecimento pelos 50 anos de serviços prestados à UFRJ | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)

A cerimônia também agraciou nove servidores técnico-administrativos da Pró-Reitoria de Pessoal (PR-4) com uma placa de reconhecimento ao mérito administrativo e ao espírito público pela dedicação em garantir a implementação dos direitos dos trabalhadores da Universidade, no contexto da Lei n. 15.141/2025, que alterou as carreiras dos docentes e dos técnicos-administrativos em educação. Foram implementadas mais de 7 mil progressões em tempo recorde. “Foi uma demonstração imensa de compromisso e dedicação. Queremos, com esta homenagem, registrar que o mérito acadêmico e o mérito administrativo são indissociáveis na formação e no fortalecimento ý”, afirmou a pró-reitora de Pessoal, Neuza Luzia Pinto.

Compondo a mesa ao lado do reitor, da vice-reitora e da pró-reitora de Pessoal, o decano do CCS, Luiz Eurico Nasciutti, um dos 18 homenageados, se emocionou ao receber a medalha. “Fico realmente muito contente de ver esse auditório cheio por um momento que representa muito, não só para os homenageados que aqui estão, mas também pelo que a UFRJ representa para nós e para a nossa sociedade”, disse.

Veja a lista dos servidores agraciados

・com a medalha em homenagem aos 50 anos de serviço público federal:

Ana Regina Machado de Sousa

Angela Maria Camardella Rabello 

Carlos Humberto Lionel de Souza 

Claudio Luis De Amorim 

Fatima Santos Abdalla 

Floriano Carlos Martins Pires Junior 

Joaquim Inacio de Nonno 

Jorge Luis Souza Barradas 

Jorge Luiz do Nascimento 

Luiz Eurico Nasciutti 

Marlei Gomes da Silva 

Marlene dos Santos Lima de Souza Ressur 

Nilson Costa Roberty 

Paulo Raimundo Ferreira 

Paulo Roberto Ribeiro Costa 

Reginaldo Pedro dos Santos Roosevelt Rodrigues Mota 

Sandra Maria de Brito Oliveira 

Sandra Regina Guedes Alves

・com a placa de reconhecimento ao mérito administrativo e espírito público:

Anne Elise Reis da Paixão

Cinthya de Melo Franca

Francisco Diogo Lima Gonçalves

Gildelia Maria de Oliveira

Luciana Snaider Ribeiro

Maria Tereza da Cunha Ramos

Moizes Guanabara de Carvalho

Raiani dos Santos Fernandes Gouveia

Roselea Barbosa Julio Paradella

Comunidade acadêmica será aliada na busca por soluções inovadoras para os problemas ý

A formulação de um programa de incentivo à realização de compras inovadoras na ý (UFRJ) está em curso. A ideia é aliar o poder de compra governamental – que, de acordo com dados do Sebrae, movimenta em torno de 10% a 15% do PIB Nacional – ao potencial criativo da comunidade acadêmica em busca do desenvolvimento de soluções inovadoras para os problemas da instituição.

“A universidade é uma entidade peculiar dentro da estrutura do governo, pois sua finalidade é produzir conhecimento, inovações. Temos professores, alunos de mestrado, doutorado, laboratórios, atividades intensas de pesquisa em todas as áreas do conhecimento. Portanto, temos os insumos necessários para formular soluções inovadoras para os problemas que nos atingem. Queremos desafiar a nossa comunidade acadêmica, composta por mais de 70 mil pessoas”, explicou o pró-reitor de Gestão e Governança (PR-6), Fernando Peregrino.

Em busca de suporte técnico para viabilizar essas novas práticas, os gestores ý têm procurado a colaboração de especialistas na área, como o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) André Rauen e o procurador federal da Advocacia-Geral da União (AGU) Bruno Portela, que, na terça-feira, 23/9, palestrou sobre o tema das “compras públicas de inovação” na Reitoria.

O evento híbrido, promovido pela PR-6, contou com a participação do reitor ý, Roberto Medronho, da vice-reitora ý, Cássia Turci, e de representantes das pró-reitorias e do Escritório Técnico da Universidade (ETU).

Dentre os instrumentos jurídicos apresentados para impulsionar as compras de soluções inovadoras, estão o Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI), criado no âmbito do Marco Legal das Startups (Lei Complementar nº 182/2021), a nova Lei de Licitações (14.133/2021) e o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (MLCTI) – um conjunto de reformas legais (Emenda Constitucional nº 85, Lei nº 13.243/2016 e Decreto nº 9.283/2018) que estabelecem as diretrizes para o desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil.

“As compras públicas de inovação, com um olhar para a academia, reafirmam que os nossos pesquisadores podem trazer soluções inovadoras sem depender de outros países, o que é importante para a defesa da democracia e da soberania”, afirmou Portela.

A palestra completa pode ser assistida .

Unidades acadêmicas ý assinam termo de cooperação com a Ebserh

Um termo de cooperação foi assinado, na quarta-feira, 17/9, entre seis unidades acadêmicas da ý (UFRJ) e a Empresa Brasileira de çDz Hospitalares (Ebserh), que em 2024 assumiu a gestão de parte do Complexo Hospitalar e da Saúde (CHS) ý. Foram signatárias do acordo a Faculdade de Odontologia (FO), o Instituto de Nutrição Josué de Castro (INJC), o Instituto de Estudos de Saúde Coletiva (IESC), a Faculdade de Farmácia (FF), a Faculdade de Fisioterapia (FFisio) e a Escola de Enfermagem Anna Nery (EEAN).

O objetivo é fortalecer as atividades acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão nas unidades de saúde ý administradas pela Ebserh: Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), maior hospital do estado do Rio de Janeiro em número de consultas e maior hospital universitário federal do país; Maternidade-Escola, referência para acompanhamento de gestações de alto risco; e Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG), primeira estrutura a ser inaugurada na Cidade Universitária, em funcionamento desde 1953.

Para o reitor ý, Roberto Medronho, a pactuação do termo de cooperação mostra que a Universidade e a Ebserh estão preocupadas com as questões acadêmicas, para além das melhorias em infraestrutura e na assistência. “Não oferecemos apenas assistência em saúde, mas formamos pessoas, produzimos e difundimos conhecimento. Com o hospital atendendo mais gente, vamos formar melhor os nossos alunos, vamos fazer mais pesquisas de ponta”, afirmou.

Na visão do superintendente-geral da Ebserh, Amâncio Paulino Carvalho, o documento assinado reafirma o compromisso institucional da empresa pública. “Temos a missão de gerir os hospitais e de apoiar o ensino, a pesquisa, a extensão e a inovação. A autonomia universitária não é arranhada, pelo contrário, ela é reforçada na medida em que encontra meios para expressar o seu desenvolvimento completo”, defendeu.

O evento de assinatura do termo foi realizado no Auditório Professor Halley Pacheco de Oliveira, no 8º andar do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF). Participaram, além do reitor ý e do superintendente-geral da Ebserh, o decano do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Luiz Eurico Nasciutti; o superintendente de ensino, pesquisa e inovação do Complexo Hospitalar ý, Marcelo Land; o superintendente-executivo do HUCFF, Marcos Freire; e representantes das unidades acadêmicas signatárias.

Na ocasião, o diretor da FFisio, Fernando Eduardo Zikan, que coordenou o grupo de trabalho responsável pela formulação do documento, parabenizou os esforços empenhados pelas unidades acadêmicas envolvidas para a criação de um termo único de cooperação. “É de se louvar esta data, principalmente para marcar um terreno institucional da representação das unidades de saúde, que não são somente unidades médicas, mas que são unidades acadêmicas que formam profissionais de saúde de altíssima qualidade para todo o país”, disse.

Diretor da FFisio assina termo de cooperação entre unidades acadêmicas ý e a Ebserh | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

Outros dois termos foram assinados na cerimônia, com o Instituto de Doenças do Tórax (IDT) e com a Fundação Universitária José Bonifácio (Fujb), ambos significativos para o fortalecimento das atividades acadêmicas nas unidades de saúde ý administradas pela Ebserh.

Obras de instalação do Laboratório de Saúde e Segurança do Trabalhador estão na reta final

O Laboratório de Saúde e Segurança do Trabalhador (LaSST) está prestes a ser inaugurado. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 12/9, em visita técnica realizada por integrantes da Reitoria e da Pró-Reitoria de Pessoal (PR-4) da ý (UFRJ). O LaSST ocupará parte do espaço onde anteriormente funcionava a Bio-Rio, na Cidade Universitária, e tem previsão de inauguração para novembro deste ano. Do outro lado do corredor, ficará a nova sede da Coordenação de Políticas de Saúde do Trabalhador (CPST).

No LaSST, serão realizados os exames periódicos de saúde dos servidores da Universidade, retomados em 2025, a partir da assinatura de um convênio com a Caixa Assistencial Universitária do Rio de Janeiro (Caurj). Além disso, o laboratório contará com consultórios destinados ao atendimento em diferentes especialidades, tais como fisioterapia, terapia ocupacional, nutrição e psicologia.

Ao conferir o andamento das obras, o reitor ý, Roberto Medronho, reafirmou que a saúde do trabalhador é uma prioridade da gestão atual. “Este é um compromisso nosso com os servidores: dar a dignidade necessária para que eles possam desempenhar melhor a sua função de servir à população”.

Além da promoção da saúde, a criação do LaSST é acompanhada da expectativa de criação de um banco de dados, fonte de informação para a atuação da PR-4. “Coletaremos informações sobre a saúde dos servidores que vão embasar a criação de políticas e programas de prevenção de doenças. Seremos capazes de traçar perfis a partir das condições de saúde do nosso corpo social”, explicou a pró-reitora de Pessoal, Neuza Luzia Pinto.

Os exames periódicos, apesar de não obrigatórios, são um direito do servidor. “Hoje o grande objetivo é a prevenção, a saúde do trabalhador, mapear a saúde dos servidores ý. A lei não obriga o servidor a fazer o exame periódico, mas ele é muito importante porque é uma espécie de check-up. Muitos servidores não têm plano de saúde, então a Universidade dará acesso a esses serviços”, disse a engenheira de segurança do trabalho Gisele Barbosa, da Divisão de Vigilância em
Saúde e Segurança do Trabalho (DVSST).

Nesse processo, há exames comuns a todos, como hemograma e urina, e exames específicos. “Serão realizados de acordo com os riscos ocupacionais a que os servidores estão expostos. Servidores que trabalham com agentes químicos, por exemplo, precisam de uma investigação mais específica e serão bem direcionados”,
completou Gisele.

Para a coordenadora do CPST, Angela Grey, a criação do LaSST facilitará o acesso a terapias coletivas e individuais. “A grande importância do laboratório é a possibilidade de os servidores terem um local onde eles poderão ser atendidos, principalmente aqueles servidores que durante o exame periódico forem diagnosticados com alguma enfermidade”, afirmou Angela.

O Laboratório de Saúde e Segurança do Trabalhador conta com a parceria de outras instituições, além de unidades acadêmicas ý, como a Escola Politécnica, já que a ideia também é fortalecer o ensino, a pesquisa e a extensão.

UFRJ inaugura Laboratório de Alimentos e Processos Aplicados

Alunos e docentes da Engenharia de Alimentos da ý (UFRJ), vinculado à Escola de Química (EQ), tem um motivo para comemorar: a criação do Laboratório de Alimentos e Processos Aplicados (Lapa), no bloco E do Centro de Tecnologia (CT), na Cidade Universitária, depois de mais de cinco anos de sonhos, planos e desafios. Nele, serão realizadas atividades de ensino, pesquisa e extensão ligadas ao curso de graduação, criado em 2004 e que atualmente possui avaliação máxima no Enade.

A cerimônia de inauguração foi realizada nesta sexta-feira (29/8), no auditório da EQ, seguida do descerramento da placa. Participaram do evento o reitor ý, Roberto Medronho; a diretora licenciada da EQ e chefe de gabinete da Reitoria, Fabiana Fonseca; a diretora em exercício da EQ, Andréa Salgado; o diretor-superintendente da Fundação Coppetec, Antônio MacDowell; a gerente do Escritório Técnico da Universidade (ETU), Claudia Oliveira; o subsecretário de Empreendedorismo e Inovação do município do Rio de Janeiro, Bernardo Ainbinder; e os atuais responsáveis pelo novo laboratório, ovacionados pelos alunos presentes na plateia: o coordenador do curso de Engenharia de Alimentos, Ricardo Schmitz, e o professor Ailton Lemes.

Alunos lotaram o auditório da Escola de Química para a inauguração do Lapa | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

Para o reitor ý, a iniciativa vai contribuir para o aprendizado técnico dos alunos. “Ter um laboratório que vai subsidiar a formação de vocês, para que possam servir melhor a sociedade, é motivo de muito júbilo e de muita alegria para nós”, disse Medronho.

A falta de um laboratório para o curso de Engenharia de Alimentos chegou a ser apontada pelo Ministério da ýção (MEC), em anos anteriores, como um ponto negativo. “Faltava um espaço específico para as práticas da Engenharia de Alimentos. Essa era uma necessidade antiga, visando à melhoria da qualidade do curso e dos profissionais formados”, afirmou a diretora em exercício da EQ, Andréa Salgado.

Cerimônia no auditório foi seguida do descerramento da placa do Laboratório de Alimentos e Processos Aplicados | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

De acordo com Ricardo Schmitz, a iniciativa irá fortalecer a identidade do curso, que engloba conhecimentos das áreas de Engenharia, Gastronomia e Nutrição. “Acreditamos que a construção desse laboratório e de espaços para o desenvolvimento de atividades na área de Engenharia de Alimentos é uma forma de fortalecer o curso, aumentar a visibilidade e o interesse por ele e diminuir a evasão”, afirmou o coordenador.

A conquista é fruto de muito trabalho de diferentes gestões, dos docentes e dos alunos da graduação. “No espaço onde hoje é o laboratório, funcionava um restaurante, ou seja, o local estava sendo usado por um terceirizado. Foi um longo processo administrativo para conseguirmos começar as obras e, hoje, estarmos nesta inauguração”, contou a diretora licenciada da EQ, Fabiana Fonseca.

Lotando o auditório, os alunos da Engenharia de Alimentos não esconderam a alegria pelo novo laboratório – e ainda homenagearam os professores envolvidos no projeto. “Para nós, da Engenharia de Alimentos, é fantástico ter este laboratório, porque basicamente é a materialização do que a gente aprende durante toda a faculdade. Podemos, assim, colocar os processos em prática. Antes, a gente tinha que utilizar laboratórios de outros cursos”, festejou Alexandre, aluno do curso de Engenharia de Alimentos, que em breve se formará.

Novo laboratório fortalece o curso de Engenharia de Alimentos ý | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

“É nítido o quanto os alunos estão empolgados com essa nova estrutura e por terem um espaço para chamar de “casa”. Agora podem vivenciar o dia a dia na universidade de outra forma”, reiterou o professor Ailton Lemes.

O Laboratório de Alimentos e Processos Aplicados

Com nome de bairro carioca, o Lapa divide-se fisicamente em duas áreas. A que se destina ao processamento de alimentos foi equipada com misturador e fermentador para produção de cervejas e vinhos; tacho para produção de geleia, doce de leite e outros alimentos concentrados; tanque encamisado para pasteurização de alimentos; iogurteira; máquina automatizada para produção de queijo; alambique para produção de bebidas destiladas masseira; além de utensílios básicos de cozinha, como fogão, micro-ondas, forno, batedeira, despolpador de frutas, liquidificador, refrigerador e freezer.

O Lapa possui equipamentos voltados para a produção de alimentos e para a realização de análises | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

Já a área voltada para a realização de análises conta com itens como: centrífuga, banho termostático, estufa, pHmetro, agitadores magnéticos, balanças, espectofotômetro.

Além de aulas práticas, o Lapa irá abrigar parte das atividades de projetos de extensão acadêmica, como o Alimentec – Engenharia de Alimentos para a Sociedade, que conta com a participação de 25 alunos da graduação e tem como alguns dos seus objetivos disseminar conhecimento sobre alimentos e suas tecnologias e ressaltar a importância estratégica dessa área do conhecimento para o desenvolvimento sustentável, tecnológico e econômico do país.

Parte dos recursos que viabilizaram a aquisição dos equipamentos do novo laboratório foram conquistados por meio de edital de emenda parlamentar. A iniciativa contemplada foi o Centro de Capacitação em Processamento de Alimentos para Mulheres de Comunidades Populares do Rio de Janeiro, outro projeto de extensão que terá o Lapa como casa. Nele, o foco é a profissionalização de mulheres para o processamento de alimentos, nas áreas de panificação, produtos lácteos e bebidas. A missão é fomentar o empreendedorismo feminino, criando renda para as comunidades e atuando na promoção da saúde e da segurança alimentar.

Produção alimentícia no Lapa vai de geleia a cachaça | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

O Laboratório de Alimentos e Processos Aplicados ý também poderá ser utilizado para a realização de pesquisas, por alunos de iniciação científica, e de trabalhos de conclusão de curso. Vislumbra-se, ainda, o atendimento de demandas de empresas juniores da Escola de Química e da Politécnica, principalmente em relação ao desenvolvimento de produtos.

UFRJ firma parceria com prefeitura para fortalecer o ensino de ᾱó e Cultura Afro-Brasileira

Colaboração: Alef Dener (Ascom/Prefeitura de Paracambi)

A ý (UFRJ) e a Prefeitura de Paracambi celebraram, na sexta-feira, 22/8, um acordo de cooperação técnica com o objetivo de garantir o cumprimento da Lei 10.639/03, que tornou obrigatório o ensino sobre ᾱó e Cultura Afro-Brasileira nas escolas públicas e privadas do país. A cerimônia de assinatura da parceria foi realizada na Fábrica do Conhecimento, onde estão sediadas sete instituições de ensino.

O acordo prevê que a UFRJ, por meio da Superintendência-Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (Sgaada), ofereça formação aos professores da rede municipal de ensino de Paracambi, a fim de capacitá-los para ministrar aulas sobre aspectos da cultura africana no Brasil e estimular uma mentalidade antirracista nos alunos. A Sgaada também subsidiará ações afirmativas no município.

Para o reitor ý, Roberto Medronho, a iniciativa reafirma o papel social da Universidade, ao aproximá-la da sociedade, ajudando a produzir transformações em seu meio. “Não viemos aqui para ensinar, mas para aprender e trocar saberes. Nós, ý, temos o dever de estar aqui em Paracambi e em outros espaços ocupados pelo povo para reconstruir o Brasil”, afirmou.

A missão é “libertar o pensamento”, como explicou a superintendente-geral da Sgaada, Denise Góes. “A formação, acompanhada dos fatos da história que pontuam discriminações seculares e opressões, precisa ser trazida à tona como elemento fundamental para a construção de uma consciência mais crítica, que possa ser capaz de perceber as desigualdades e suas origens. Somente pensando e questionando os lugares subalternos que sempre nos impuseram é que caminharemos na construção de um mundo possível, justo, equânime, plural e igualitário”, disse Denise.

Cooperação técnica foi assinada na Fábrica do Conhecimento, em Paracambi, onde estão sediadas sete instituições de ensino | Foto: Rafael Marra (Ascom/Prefeitura de Paracambi)

O prefeito de Paracambi, Andrezinho Ceciliano, celebrou a parceria com a UFRJ e reforçou a importância do ensino. “Tudo o que queremos transformar começa pela educação. Me sinto honrado de estar neste prédio, que simboliza tanto para a cidade, assinando este termo que irá fortalecer o combate ao racismo e promover mais inclusão na educação de Paracambi”, concluiu.

Também participaram do evento a ouvidora da mulher (OG Mulher/UFRJ), Ângela Bretas, o secretário especial de assuntos parlamentares da Presidência da República, André Ceciliano; o prefeito de Mendes, Jorge Henrique; e o diretor-geral do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ/Campus Paracambi), David Braga.

UFRJ estuda implementação de projetos em parceria com o MST

O reitor da ý (UFRJ), Roberto Medronho, e o economista gaúcho e líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stedile, debateram pautas de mútuo interesse, em reunião realizada na Reitoria, nesta sexta-feira, 15/8.

Dentre os projetos em fase de estudo, está a instalação de uma usina de compostagem acelerada e de um laboratório voltado a pesquisas com micro-organismos, visando à produção de fertilizantes orgânicos para uso na agricultura. A iniciativa é pensada em cooperação com a China, onde a compostagem acelerada é amplamente difundida.

“Inicialmente, vamos trazer a tecnologia chinesa para iniciar esse processo, mas a ideia é desenvolvermos a nossa própria tecnologia. Por exemplo, eu não sei se os micro-organismos que fazem isso muito bem na China são os mesmos daqui do Brasil. Nossos pesquisadores — de todas as áreas — que trabalham com micro-organismos desenvolveriam uma solução brasileira para essa usina de compostagem rápida”, explicou Medronho.

Outra proposta é a criação de cursos de nível superior na UFRJ pelo Programa Nacional de ýção na Reforma Agrária (Pronera), que apoia projetos de ensino voltados ao desenvolvimento das áreas de reforma agrária, direcionado a jovens e adultos moradores de assentamentos criados ou reconhecidos pelo Incra. Nesses moldes, estão sob análise a oferta dos cursos de Engenharia de Produção e Medicina.

“Até hoje, as universidades públicas nunca ofereceram cursos de Medicina para filhos de camponeses em nenhuma parte do Brasil. Os camponeses que nós temos formados médicos foram estudar em Cuba ou na Venezuela, o que é uma vergonha para nós”, afirmou Stédile.

A reunião também abordou como possibilidade de parceria entre a Universidade e o movimento social a compra de alimentos orgânicos produzidos nos assentamentos rurais para utilização nos Restaurantes Universitários ý. 


“Nós temos investido muito dinheiro no Restaurante Universitário, e uma parceria com o MST nos ajudaria a abastecer o RU com arroz, feijão etc. produzidos nos assentamentos. Seria uma via de mão dupla: ofereceríamos comida orgânica, de melhor qualidade, e ajudaríamos a desenvolver o trabalho que o MST faz, muito importante para o país”, disse Medronho.

Participantes debateram pautas de interesse mútuo | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

O encontro na Reitoria contou com a participação do pró-reitor de Gestão e Governança, Fernando Peregrino, da chefe de gabinete, Fabiana Valéria da Fonseca, e de representantes do MST: Maria Cristina Vargas, Daniel Mancio e Felipe Oteiro.

UFRJ assina acordo internacional voltado ao combate à fome no Haiti

A ý (UFRJ) e a organização sem fins lucrativos Haitian ýtion Project assinaram um protocolo de intenções, na sexta-feira, 8/8, visando à promoção da cooperação acadêmica entre as duas instituições.

A parceria foi formalizada durante o 5º Encontro Anual Internacional CCS em Faces, realizado na Escola de Química, no Centro de Tecnologia (CT), cujo tema foi “Insegurança alimentar: a fome no mundo”. O compromisso é mais uma iniciativa ý que busca o fortalecimento da cooperação com os países do Sul Global.

“O objetivo é a formação de profissionais que possam combater a fome e a desnutrição no Haiti, contribuindo, ainda, para o combate à pobreza”, explicou o superintendente-geral de Relações Internacionais, professor Papa Matar Ndiaye.

Na UFRJ, as ações serão operacionalizadas pelo Centro de Ciências da Saúde (CCS), por meio do Departamento de Nutrição.

O Haitian ýtion Project tem como missão ampliar as oportunidades educacionais para o povo haitiano, em busca de elevar a realidade socioeconômica do país.

Encontro Anual Internacional CCS em Faces

Com o objetivo de fomentar um ambiente colaborativo entre pesquisadores, estudantes, profissionais, representantes do poder público, organizações não governamentais e a sociedade civil, o 5º Encontro Anual Internacional CCS em Faces reuniu, na Escola de Química, no Centro de Tecnologia (CT), especialistas nacionais e internacionais para debater desafios e soluções relacionados à produção e distribuição de alimentos.

Participaram do encontro, promovido pela Coordenação de Relações Internacionais do Centro de Ciências da Saúde (CRI/CCS), o decano e a vice-decana do CCS, Luiz Eurico Nasciutti e Lina Zingali, respectivamente; o coordenador de Relações Internacionais do CCS, Andrew Macrae; o superintendente-geral de Relações Internacionais ý, Papa Matar Ndiaye; e pesquisadores do Brasil e do exterior.

Além da produção de alimentos, a edição deste ano abordou temas como sistemas inteligentes de controle de qualidade, políticas de certificação, conscientização sobre o uso de agrotóxicos e acessibilidade alimentar para populações vulneráveis.

UFRJ sedia simpósio internacional sobre ᾱó Ambiental

A ý (UFRJ) foi uma das instituições anfitriãs do 12º Simpósio da Sociedade Latino-americana e Caribenha de ᾱó Ambiental (Solcha), cujo tema foi “Mudanças climáticas e desafios planetários: perspectivas da ᾱó Ambiental”. O encontro contou com a presença de cerca de 400 pessoas ‒ entre pesquisadores, professores e estudantes de toda a América Latina e de países como Estados Unidos, Espanha e China.

Organizado pelo Instituto de ᾱó (IH) ý, o simpósio foi realizado no período de 22 a 27/7 em três locais: no campus da Praia Vermelha, na Urca, no Fórum de Ciência e Cultura (FCC), no Flamengo, e no Museu do Amanhã, no Centro do Rio, onde representantes das instituições anfitriãs ‒ UFRJ, Fiocruz, PUC-Rio e Jardim Botânico ‒ se reuniram para a conferência de abertura, um dos pontos altos do simpósio.

“Esse é um evento extremamente importante para que todos os participantes possam aprofundar os conhecimentos sobre o campo da ᾱó Ambiental e discutir caminhos para um futuro mais sustentável, utilizando a lente do passado para entender os desafios do presente”, afirmou a vice-reitora ý, Cássia Turci, que compôs a mesa inaugural.

Para a vice-diretora do IH, Lise Fernanda Sedrez, a perspectiva histórica é grande aliada na busca por alternativas para a crise climática. “Olhar para o passado a partir de perguntas do presente significa, também, procurar caminhos para o futuro. A ᾱó Ambiental permite ver a nossa relação contínua e dependente com o clima, ou seja, a integração entre seres humanos e natureza. Essa perspectiva histórica traz um pouco a noção de escala e também a noção de urgência dessa ação, além dos custos da inação”, disse.

Além da conferência de abertura, a plenária “Vozes indígenas na história da América Latina” foi outro destaque da programação, com a participação de indígenas do Brasil e do Equador, de representantes da Universidade de Santiago do Chile, da Universidade São Francisco de Quito, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a mediação do professor ý e curador do Museu do Amanhã Fabio Scarano.

Já o encerramento do encontro foi conduzido pelo respeitado historiador ambiental John McNeill, professor da Universidade Georgetown e ex-presidente da Associação Histórica Americana (AHA). McNeill foi um dos responsáveis por cunhar o conceito de “grande aceleração”: período de aumento exponencial do uso de energia e crescimento populacional, a partir de meados dos anos 1950, com intensa perturbação do sistema climático e deterioração do equilíbrio da biosfera. Sua obra é considerada fundamental para a compreensão dos séculos XX e XXI.

Conferência de encerramento do simpósio, conduzida pelo historiador ambiental John McNeill, lota o Salão Nobre do FCC | Foto: Foto: Isabela Kiselar Teixeira (LabHeN/UFRJ)
John McNeill palestra no 12º Simpósio da Solcha | Foto: Foto: Isabela Kiselar Teixeira (LabHeN/UFRJ)

A realização do 12º Simpósio da Solcha no Rio de Janeiro consolida a capital, que abriga o Laboratório ᾱó e Natureza (LabHeN) ý, como um dos principais centros de estudos de ᾱó Ambiental no país.

Sociedade Latino-americana e Caribenha de ᾱó Ambiental (Solcha)

Criada em 2006 para promover trabalhos históricos comprometidos com um mundo ambientalmente sustentável, a Solcha realiza encontros a cada dois anos, com o objetivo de estimular debates e parcerias interdisciplinares entre profissionais das ciências naturais e sociais da América Latina e Caribe.

Professores eméritos ý avaliam gestão da Universidade no último biênio

Professores eméritos da ý (UFRJ) se reuniram, nesta sexta-feira, 11/7, com o reitor, Roberto Medronho, e a vice-reitora, Cássia Turci, para avaliar os dois últimos anos de gestão da Universidade e apresentar propostas para a superação dos atuais desafios, tendo em vista o cenário de subfinanciamento. O encontro foi realizado no prédio da Reitoria, no Parque Tecnológico.

Na ocasião, o reitor ý falou sobre as principais medidas adotadas para contornar a crise orçamentária, que incluem a redução de gastos – por exemplo, com a implementação da política de Sustentabilidade e ýção Regenerativa (SER) – e a busca por fontes alternativas de financiamento. 

Nessa segunda direção, o reitor anunciou a criação de dois novos projetos, ambos em fase inicial: um deles, com o objetivo de reivindicar para a UFRJ uma parte dos recursos obtidos com a exploração do pré-sal no Brasil.

“Foi a partir das pesquisas desenvolvidas pela UFRJ, ao lado dos colegas do Cenpes, que o pré-sal foi esse sucesso, rendendo bilhões para o país. Há um consenso nacional sobre isso. Sendo assim, como podemos estar nesta penúria?”, questionou Medronho.

O outro projeto anunciado na reunião será voltado para a construção de residências estudantis, com funcionamento similar ao do programa de habitação popular do Governo Federal Minha casa, minha vida. A ideia, além de atender aos alunos em situação de maior vulnerabilidade social, é ter onde receber alunos do exterior, já que a internacionalização é um objetivo que vem ganhando cada vez mais força por meio do fortalecimento das relações ý com universidades do Brics+.

Para além dos desafios, Medronho apontou como uma conquista para o futuro da Universidade a construção do prédio acadêmico com 80 salas de aula e um restaurante universitário no campus da Praia Vermelha, em contrapartida pela concessão da área onde funcionava a antiga casa de espetáculos Canecão. 

Com a palavra, os professores eméritos presentes ressaltaram a urgência de uma comunicação mais efetiva com a sociedade. “Como a gente contrapõe a ideia de que está tudo caindo na universidade pública? Precisamos divulgar os nossos projetos e pesquisas. Outro ponto importante é reforçar que não há má gestão, mas, sim, o orçamento que está cada vez menor”, disse a professora Ana Ivenicki.

Outra proposta foi a atualização dos currículos da graduação. “Nós temos que olhar para a nossa posição no mundo. As universidades brasileiras não estão oferecendo o currículo adequado para o mundo moderno. Os estudantes precisam fazer as suas opções, sem ficarem presos a uma grade fechada e inflexível”, defendeu o professor Luiz Bevilacqua.

Para Maria Antonieta Rubio Tyrrell, o patrimônio da Universidade deve ser uma prioridade. “Deveríamos criar uma comissão para acompanhar o nosso patrimônio, com representantes da Engenharia, da Arquitetura e, inclusive, do Direito, pois, assim, poderíamos compreender como funcionam as normas, para cuidarmos melhor dos nossos prédios”, sugeriu a professora.