A ý (UFRJ) foi uma das instituições anfitriãs do 12º Simpósio da Sociedade Latino-americana e Caribenha de ᾱó Ambiental (Solcha), cujo tema foi “Mudanças climáticas e desafios planetários: perspectivas da ᾱó Ambiental”. O encontro contou com a presença de cerca de 400 pessoas ‒ entre pesquisadores, professores e estudantes de toda a América Latina e de países como Estados Unidos, Espanha e China.
Organizado pelo Instituto de ᾱó (IH) ý, o simpósio foi realizado no período de 22 a 27/7 em três locais: no campus da Praia Vermelha, na Urca, no Fórum de Ciência e Cultura (FCC), no Flamengo, e no Museu do Amanhã, no Centro do Rio, onde representantes das instituições anfitriãs ‒ UFRJ, Fiocruz, PUC-Rio e Jardim Botânico ‒ se reuniram para a conferência de abertura, um dos pontos altos do simpósio.
“Esse é um evento extremamente importante para que todos os participantes possam aprofundar os conhecimentos sobre o campo da ᾱó Ambiental e discutir caminhos para um futuro mais sustentável, utilizando a lente do passado para entender os desafios do presente”, afirmou a vice-reitora ý, Cássia Turci, que compôs a mesa inaugural.
Para a vice-diretora do IH, Lise Fernanda Sedrez, a perspectiva histórica é grande aliada na busca por alternativas para a crise climática. “Olhar para o passado a partir de perguntas do presente significa, também, procurar caminhos para o futuro. A ᾱó Ambiental permite ver a nossa relação contínua e dependente com o clima, ou seja, a integração entre seres humanos e natureza. Essa perspectiva histórica traz um pouco a noção de escala e também a noção de urgência dessa ação, além dos custos da inação”, disse.
Além da conferência de abertura, a plenária “Vozes indígenas na história da América Latina” foi outro destaque da programação, com a participação de indígenas do Brasil e do Equador, de representantes da Universidade de Santiago do Chile, da Universidade São Francisco de Quito, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a mediação do professor ý e curador do Museu do Amanhã Fabio Scarano.
Já o encerramento do encontro foi conduzido pelo respeitado historiador ambiental John McNeill, professor da Universidade Georgetown e ex-presidente da Associação Histórica Americana (AHA). McNeill foi um dos responsáveis por cunhar o conceito de “grande aceleração”: período de aumento exponencial do uso de energia e crescimento populacional, a partir de meados dos anos 1950, com intensa perturbação do sistema climático e deterioração do equilíbrio da biosfera. Sua obra é considerada fundamental para a compreensão dos séculos XX e XXI.


A realização do 12º Simpósio da Solcha no Rio de Janeiro consolida a capital, que abriga o Laboratório ᾱó e Natureza (LabHeN) ý, como um dos principais centros de estudos de ᾱó Ambiental no país.
Sociedade Latino-americana e Caribenha de ᾱó Ambiental (Solcha)
Criada em 2006 para promover trabalhos históricos comprometidos com um mundo ambientalmente sustentável, a Solcha realiza encontros a cada dois anos, com o objetivo de estimular debates e parcerias interdisciplinares entre profissionais das ciências naturais e sociais da América Latina e Caribe.
