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Adeus a Carlos Alberto Manssour Fraga


É com imenso pesar que a Reitoria da ý (UFRJ) comunica o falecimento, aos 59 anos, do professor titular Carlos Alberto Manssour Fraga, nesta quarta-feira (08/05). Formado pela própria universidade pela Faculdade de Farmácia (FF), em 1988, era mestre (1991) e doutor (1994) em Ciências pelo Instituto de Química ý. Manssour também foi professor da FF de 1996 a 2011. Em 2012, assumiu o cargo de Professor Titular junto ao Instituto de Ciências Biomédicas, após aprovação em concurso público.

Carlos Alberto Manssour teve também diversas atividades de representação junto a Sociedade Brasileira de Química e várias atividades de gestão na UFRJ, incluindo chefia de departamento, coordenação de Programa de Pós-graduação e Direção de Unidade.
Altamente produtivo, o professor Manssour esteve na lista dos pesquisadores mais influentes no mundo. Era bolsista de produtividade nível 1A do CNPq, Cientista do Nosso Estado da FAPERJ e vice coordenador e membro do comitê de governança e acompanhamento do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Fármacos e Medicamentos (INCT-INOFAR). Contribuiu como autor/inventor de mais de 230 artigos científicos em periódicos internacionais indexados e 26 patentes nacionais e internacionais na área de fármacos.

O professor desenvolvia suas atividades de pesquisa no Laboratório de Avaliação e Síntese de Substâncias Bioativas (®) ý, atuando nas áreas de Química Medicinal e síntese de protótipos bioativos candidatos a fármacos, deixou dezenas de estudantes por ele formados em nível de mestrado e doutorado.

A Reitoria ý manifesta os sentimentos a todos os familiares, amigos e admiradores do cientista Manssour.

Adeus a Luiz Afonso Henriques Mariz 

A reitoria ý informa com pesar o falecimento do professor do Instituto de Puericultura e Pediatria (IPPMG), Luiz Afonso Henriques Mariz. Ele era formado em medicina, em 1973, com especialização em pediatria pela própria Universidade.

Luiz Afonso, como era mais conhecido entre os amigos, foi pró-reitor de Pessoal da instituição, entre 2002 e 2011, na gestão do reitor Aloísio Teixeira, mas também ocupou os cargos de diretor do IPPMG e Secretário Geral da Fundação Universitária José Bonifácio (FUJB). Atuou com brilhantismo no Departamento de Pediatria, onde encantou gerações de alunos.

Adeus a Eliezer Barreiro

É com imenso pesar que reitoria da ý (UFRJ) comunica o falecimento do Professor Emérito Eliezer Jesus de Lacerda Barreiro, aos 76 anos, nesta segunda-feira (8/4). Farmacêutico formado pela Faculdade de Farmácia ý em 1970, Professor Eliezer trilhou uma carreira científica exemplar que culminou com a obtenção do título de Docteur-Ès-Sciences d´État na Université Scientifique et é徱 de Grenoble, França em 1978, trabalhando com a Síntese de Novos Análogos Prostaglandinas, quando forma-se a percepção das condições intelectuais e materiais necessárias e essenciais à realização da atividade de pesquisa científica na área da Química Medicinal, que veio a inspirar a criação e nortear as atividades do ®, anos depois. `

Após retorno ao Brasil teve uma breve passagem como Professor do Departamento de Química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e em 1984 retorna a UFRJ, onde dois anos depois se torna Professor Titular da Faculdade de Farmácia. Em abril de 1994, Prof. Eliezer conseguiu materializar do sonho da criação do Laboratório de Avaliação e Síntese de Substâncias Bioativas, o ®, laboratório que hoje é referência de pesquisa de excelência na área da Química Medicinal no Brasil e internacionalmente, sendo desde então seu Coordenador Científico.

Eliezer Barreiro percorreu diferentes rincões desse país ministrando cursos e palestras difundindo a Ciência dos Fármacos e dos Medicamentos, até que visando um instrumento contínuo de capacitação na área da Química Medicinal para estudantes de Ұܲçã, Pós-Ұܲçã e Professores e Profissionais da Área da Saúde, cria em Janeiro de 1995 a Escola de Verão em Química Farmacêutica e Medicinal (EVQFM), que vem sendo ofertada desde então initerruptamente, já tendo recebido mais de 4 mil participantes de todas as regiões do Brasil e de muitos países da América Latina. Como forma de homenagear seu criador, a partir da 26ª Edição a Escola de Verão em Química Farmacêutica Medicinal passou a receber o nome do Professor Eliezer Barreiro.

Atuou como docente orientador permanente do Programa de Pós-Ұܲçã em Química e do Programa de Pós-Ұܲçã em Farmacologia e Química Medicinal, por onde formou mais de uma centena de alunos de pós-graduação. Toda essa trajetória sempre foi acompanhada por uma extensa e qualificada produtividade científica traduzida em mais de 350 publicações em periódicos internacionais indexados. O cientista era defensor de consolidar a competência nacional na área farmacêutica para garantir nossa soberania por meio de “fármacos verde-amarelos”.

O cientista foi inventor de 24 pedidos de patente depositados no INPI, com três concessões de patentes nacionais e uma pelo USPTO. Também é co-autor do livro “Química Medicinal: As Bases Moleculares da Ação dos Fármacos” (Editora ARTMED, Porto Alegre), primeiro no vernáculo a abordar os conceitos e as diferentes estratégias da Química Medicinal aplicadas a descoberta de novos fármacos, e que se encontra na sua 3ª Edição.

Sob sua liderança e Coordenação Científica, em 2001 foi aprovado o primeiro grande projeto em rede nacional para o desenvolvimento de projetos colaborativos na área de Descoberta e Desenvolvimento de Fármacos, o Instituto do Milênio Inovação e Desenvolvimento de Fármacos e Medicamentos, depois denominado Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Fármacos e Medicamentos (INCT-INOFAR)

Professor Eliezer ocupou diversas posições de gestão e representação na UFRJ, como exemplo Membro da Comissão de Capacitação e Qualificação Docente e da Comissão de Planos Individuais do CEPG ý, Representante eleito dos Professores Titulares do CCS no Conselho Universitário (2002-2006) e membro do Conselho da Agência UFRJ de Inovação em 2011-2013 e entre 2014-2016.

Eliezer foi membro da Sociedade Brasileira de Química, onde exerceu a função de Presidente no período de 2000 a 2002. Sua destacada trajetória acadêmica foi reconhecida através da concessão de diversos Prêmios e Títulos, entre eles a Ordem Nacional do Mérito Científico, maior honraria concedida pela Presidência da República, em duas ocasiões, em 2004, na classe Comendador e em 2010 na classe Grã-Cruz. É membro titular da Academia Brasileira de Ciências desde 1997, membro titular da Academia Brasileira de Farmácia Militar com a cadeira número 67, e também é membro associado estrangeiro da Academia de Farmácia de Castilla y Leon da Espanha (2013). Recebeu a Comenda do Mérito Farmacêutico do Estado de Pernambuco (CRF-PE) em 2010, e ano passado o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Vale do São do Franscisco.

Adeus a Ziraldo

É com pesar que a ý recebeu a notícia do falecimento do desenhista e escritor Ziraldo Alves Pinto, aos 91 anos, no apartamento onde ele morava no bairro da Lagoa, no Rio de Janeiro. O mineiro de Caratinga, filho de d. Zizinha e Seu Geraldo, era também chargista, caricaturista e jornalista, sendo um dos fundadores de um ícone da resistência à ditadura brasileira, o tablóide “O Pasquim”.

O criador de “O menino Maluquinho” e “Turma do Pererê” também tem uma ligação com a Universidade por meio dos painéis que pintou em espaços da instituição e também por ter sido pela contribuição à literatura infanto-juvenil e atuação na imprensa alternativa. 

Reprodução da vista do futuro Espaço Cultural Multiuso com painel do artista

Além de ter pintado, em 1967, o mural da antiga casa de espetáculos de Botafogo, “”, ele também registrou os seus personagens na parede do , em 2012. Enquanto o primeiro poderá ser apreciado pelo público futuramente, pois será exposto em área de grande circulação assim que concluídas as obras do Espaço Cultural Multiuso (ECM), o segundo fica em uma área restrita do setor de oncologia do hospital dedicado a curar as crianças, o que sensibilizou o artista a realizar o trabalho.

A equipe da Prefeitura Universitária ý: os arquitetos Sérgio Eckmam e Patrice Achilles; e, o vice-prefeito Paulo Mário Ripper (barba) ao lado de Ziraldo na inauguração do painel do IPPMG | Foto: Sidney Coutinho (SGCOM)

O corpo do desenhista e escritor Ziraldo será velado às 10h deste domingo (7/4) no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM), na Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, na Zona Sul. O evento será aberto ao público. Já o sepultamento está marcado para as 16h30, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul. A comunidade acadêmica manifesta os sentimentos a todos os familiares, amigos e admiradores do artista.

Adeus a Anita Panek

É com pesar que a reitoria da ý comunica o falecimento, aos 93 anos, da professora emérita Anita Dolly Panek na quarta-feira (27/3). Bioquímica polonesa, naturalizada brasileira e pesquisadora da área do metabolismo energético. Em 1996, recebeu a medalha da Ordem Nacional do Mérito Científico da Presidência da República.

Uma mulher culturalmente rica e à frente do seu tempo, a professora Anita foi um exemplo de dedicação à ciência e ao saber. Ela chefiou o Departamento de Bioquímica, foi Coordenadora do Programa de Pós-graduação de Bioquímica (PPGBq) e representante no CEPEG. Foi uma das fundadoras do PPGBq, o primeiro da área no Brasil, cujas atividades iniciaram-se em 1962. 

Anita orientou 49 alunos de pós-graduação e algumas dezenas de alunos de graduação. Especialista em metabolismo energético, usou a levedura Saccharomyces cerevisiae em seus estudos sobre o metabolismo do açúcar trealose e suas aplicações na proteção celular contra estresses ambientais. Os resultados a consagraram internacionalmente. Publicou cerca de 180 artigos, quatro capítulos de livros e depositou três patentes. Era membro da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular e da Academia Brasileira de Ciências desde 1971.

Adeus ao sociólogo Luiz Werneck Vianna

A Reitoria da ý lamenta a morte, aos 86 anos, do sociólogo Luiz Jorge Werneck Vianna, que ocorreu na quarta-feira (21/2). Carioca, formado em Direito pela antiga Universidade do Estado da Guanabara, atual Uerj, ele também se graduou em Ciências Sociais pela UFRJ, entre 1964 e 1967. Vianna foi um intelectual de grande relevância para o campo da Sociologia e para a comunidade acadêmica como um todo.

Luiz Werneck Vianna atuou em mais de uma dezena de instituições universitárias pelo país. Por três décadas foi professor do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) e, durante o biênio 2003-2004, presidiu a Associação Nacional de Pós-Ұܲçã e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs). Atualmente era professor do Departamento de Sociologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Militante de movimentos comunistas, o intelectual esteve exilado no Chile. No retorno ao país, Vianna publicou uma série de livros considerados fundamentais para a Sociologia brasileira, como Liberalismo e sindicato no Brasil. Um cidadão que deixou um legado significativo para o progresso do conhecimento científico e para o debate público, sempre pautado pela ética, pela integridade e pelo compromisso com a construção de uma sociedade mais justa e democrática.

Adeus a Edwaldo Machado Cafezeiro

É com profundo pesar que a Reitoria da ý (UFRJ) informa o falecimento do professor emérito Edwaldo Machado Cafezeiro, aos 93 anos, na madrugada desta sexta-feira (16/2). O ex-diretor da Faculdade de Letras, cargo que assumiu em 1986, era conhecido pelo bom humor e generosidade com as pessoas. Os mais íntimos chamavam-no apenas de “Café”. 

Outra característica de Cafezeiro era a enorme preocupação social, sendo um grande defensor da universidade pública, gratuita e de qualidade. Ele estimulou a inclusão de grupos afro-brasileiros na Faculdade de Letras e acolheu na unidade um dos nomes de referência sobre o estudo da cultura africana no país, o professor Joel Rufino dos Santos. O diretor teatral e apresentador de televisão brasileiro Aderbal Freire Filho, perseguido nos anos difíceis da ditadura, também foi outro nome que ganhou abrigo na UFRJ graças a Cafezeiro.

O baiano Edwaldo Cafezeiro tinha paixão pela análise da variação linguística do ʴǰٳܲê no Brasil e também pelo teatro. Além de professor de Língua Portuguesa, ele tinha pós-doutorado em Teatro Medieval ʴǰٳܲê pela Universidade de Lisboa, tendo lecionado ᾱó do Teatro no Conservatório Nacional de Teatro (antiga Uni-Rio). Cafezeiro era casado com a professora Carmem Gadelha, da Escola de dzܲԾçã ý, com quem teve o filho Fausto Gadelha Cafezeiro. Do primeiro casamento, com Alice Cafezeiro, ele deixou duas filhas, Isabel e Marília Cafezeiro.

Adeus a Benjamin Gilbert

A Reitoria da ý (UFRJ) lamenta, com profundo pesar, o falecimento, aos 94 anos, do professor Benjamin Gilbert, no dia 9/2. O pesquisador era inglês e foi um dos fundadores do Instituto de Pesquisas de Produtos Naturais (IPPN). Químico de formação, ele é autor de 120 publicações científicas, entre elas capítulos de livros sobre alcaloides indólicos e produtos naturais industrializáveis na Amazônia.

Gilbert trabalhava na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) desde 1986, na área de química de produtos naturais. Ele colaborava na implantação da fitoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS).

Benjamin Gilbert fez parte da formação, em setembro de 1963, do Centro de Pesquisas de Produtos Naturais (CPPN), um embrião do IPPN. Além dele, na época o novo centro também contou, em sua formação, com importantes nomes da área, como os professores Paulo da Silva Lacaz, Walter Mors, Joaquim Martins Ferreira Filho, Bernard Tursch e Keith S. Brown Jr.

Com extenso currículo, Gilbert foi pesquisador científico de diversas instituições no Reino Unido e nos Estados Unidos da América. No Brasil, atuou na formação de profissionais na Marinha, na Fiocruz, na Companhia de Desenvolvimento Tecnológico (Codetec), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e foi membro de comitês de doenças endêmicas e de química do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). e Foi, ainda, sócio da Royal Society of Chemistry, American Chemical Society, Associação Brasileira de Química e Sociedade Brasileira de Química.

Gilbert foi casado com Maria Elisa Alentejano e teve dois filhos:  William Richard Gilbert e Peter Alentejano Gilbert.

Adeus a Fernando Emmanuel Barata

É com profundo pesar que a Reitoria ý comunica o falecimento do professor emérito Fernando Emmanuel Barata, aos 99 anos. Formado engenheiro civil pela antiga Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil, atual Escola Politécnica ý, Fernando Barata começou a carreira, em 1951, na área de Mecânica dos Solos.

Fernando Emmanuel Barata trabalhou como engenheiro para diversas empresas e autarquias, como a Petrobras, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e a Secretaria de Obras do Estado do Rio de Janeiro. Ele era conselheiro vitalício do Clube de Engenharia, onde atuou junto à Divisão Técnica de Geotecnia (DTG).

A Reitoria presta condolências aos parentes e amigos de Fernando Emmanuel Barata.

Adeus a Orlando Marques Vieira

A Reitoria ý informa, com pesar, o falecimento do professor emérito Orlando Marques Vieira. Ele era uma referência para todo o corpo social da Faculdade de Medicina, da mesma forma que era um paradigma na Academia Nacional de Medicina e no Colégio Brasileiro de Cirurgiões.

Profissional dedicado à cirurgia geral e gastroenterológica, Vieira foi chefe do Serviço de Cirurgia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e chefe do Departamento de Cirurgia ý. Como educador, formou numerosas gerações de cirurgiões.

A carreira do professor começou em 1956, quando se graduou pela Faculdade de Medicina ý, onde também fez residência em cirurgia geral, doutorado, livre-docência em cirurgia geral e em clínica cirúrgica.

Na Academia Brasileira de Medicina, ocupou a cadeira n° 75 da Seção de Cirurgia e do patrono Raul David Sanson. Vieira exerceu diversos cargos na entidade, como tesoureiro (1997-1999), secretário-geral (1999-2001; 2003-2005) e vice-presidente (2007-2009).

Orlando Marques Vieira foi também membro e presidente de diversas sociedades, como o Colégio Brasileiro de Cirurgiões, por onde, em 2004, foi agraciado com a maior honraria oferecida pela instituição, concedida àqueles que contribuíram para o ensino, progresso e desenvolvimento da cirurgia. Ele também foi membro fundador do Colégio Brasileiro de Angiologia.

A Reitoria ý externa suas condolências à querida família, aos amigos e ex-alunos do mestre.