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Sobre servidores no Complexo Hospitalar e da Saúde ý

O Grupo de Trabalho Saúde Pós-Pandemia, instituído pela Reitoria ý, emitiu nota no último dia 30/7, em parceria com o Complexo Hospitalar e da Saúde ý, em que faz apontamentos sobre a força de trabalho no combate ao coronavírus. A nota recebeu apoio da Reitoria da Universidade.

Leia na íntegra:

O GT Saúde Pós-Pandemia, criado pela portaria nº 4.218 publicada no Boletim ý nº 24 de 16 de junho de 2020, examinou o cenário de retomada das atividades assistenciais, e outras, pelos hospitais universitários ý, no contexto de normalização progressiva da convivência social e das atividades laborais. Concluiu por considerar relevantes as seguintes considerações:

  1. O forte envolvimento dos hospitais universitários ý na luta contra o novo Coronavírus levou a intensa e desafiante adaptação institucional, nomeadamente no HUCFF, que aumentou em 700% o número de leitos de CTI, entre outras iniciativas.
  2. Para tanto, fez-se necessário relevante aporte de trabalhadores, posto serem as unidades hospitalares, e particularmente seus centros de cuidados intensivos, as de maior concentração de recursos humanos. As Unidades de Saúde do Complexo Hospitalar e da Saúde ý receberam profissionais admitidos temporariamente, cujos contratos serão renovados para atendimento às necessidades. O HUCFF recebeu mais de 500 profissionais admitidos temporariamente, pela RioSaúde cujo contrato se encerra em 31 de julho próximo, ainda que seja possível a renovação por dois meses adicionais.
  3. Sua iminente saída implicará a desativação imediata dos serviços recém-implantados, sem que haja reservas próprias para mantê-los, mesmo que em parte.
  4. Adicionalmente, e de modo muito preocupante, haveremos de lidar com a falta de funcionários do quadro que encontram-se em dispensa do trabalho, ou em atividade remota, por conta da pandemia do Covid 19. O déficit alcança – à guisa de exemplo – 90 servidores de Enfermagem no HUCFF, e igual número de servidores das diversas áreas, no IPPMG.
  5. Assim, para além da interrupção das atividades recentemente implantadas, há o grave risco de reduzir-se a capacidade instalada a níveis aquém dos anteriores à pandemia. Não se trata de estimativa, mas de crise anunciada.
  6. Tamanhas dificuldades referentes a pessoal têm raízes bem antigas, e serão objeto de exame mais completo do GT, no escopo de suas competências. No entanto, à vultosa e célere ameaça iminente devem ser contrapostas medidas imediatas.
  7. A recente evolução da pandemia pelo novo Coronavírus na cidade do Rio de Janeiro e na Região Metropolitana do estado, caracteriza-se pelo menor número de casos notificados e de óbitos, bem como pela redução da taxa de contaminação.
  8. As iniciativas da prefeitura da capital, e de outros municípios, de paulatinamente retomar atividades comerciais, de lazer e mesmo de educação básica, ainda que sob critérios sanitários estritos.
  9. A demanda reprimida de atendimento em nossos hospitais por mais de quatro meses, afetando milhares de pacientes portadores de doenças crônicas, que constituem o perfil típico do Complexo Hospitalar, determinou, em muitos casos, piora do estado de saúde e necessidade urgente de atenção.

Assim, o GT Saúde Pós-pandemia:

  • Recomenda à Reitoria a realização de esforços destinados à prorrogação dos contratos de pessoal temporário, ou acelerar as contratações possíveis, quando for o caso.
  • Recomenda aos dirigentes hospitalares a manutenção dos esforços para assegurar aos trabalhadores a devida proteção à saúde, adaptando quando necessário o ambiente de trabalho, aplicando as regras de distanciamento social no atendimento à população e readaptando funções, se for o caso, no espírito da Lei 14.023/2020.
  • Recomenda à direção dos hospitais consolidar o rol de funcionários que receberam dispensa de trabalho, ou aos quais foi atribuído trabalho remoto, e solicitar a atualização de seu status, com prazo definido para resposta.
  • Recomenda à direção dos hospitais que façam lançar os códigos referentes a “dispensa de trabalho” ou “trabalho remoto” na folha de frequência dos que mantiverem-se afastados de atividades presenciais, nos termos das normas administrativas definidas pelo Governo Federal.
  • Recomenda que os dirigentes institucionais estejam atentos ao cumprimento das diretrizes legais e infralegais referentes ao tema, de modo a oferecer pronta e precisa resposta aos órgãos de correição, se lhes for solicitado, primordialmente a Lei nº 13.979 de fevereiro de 2020, complementada pela Lei nº 14.023 de julho de 2020, assim como a Resolução nº 7 de 2020 do CONSUNI.

Rio de Janeiro, 30 de julho de 2020.

GT Saúde Pós-Pandemia e Complexo Hospitalar e de Saúde ý

UFRJ encerra chamadas do Sisu e THE 2020.1

Neste sábado (8/8), a Pró-Reitoria de Ұܲçã (PR-1) ý emitiu um comunicado em que pontua a finalização das chamadas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2020.1.

Ainda segundo a PR-1, as vagas não preenchidas serão destinadas a seleções como de transferência externa, por exemplo.

Leia na íntegra:

A Pró-Reitoria de Ұܲçã da ý (PR-1/UFRJ) anuncia o encerramento das chamadas dos processos seletivos Sisu/MEC – Edição 2020/1 e UFRJ/THE-ENEM – Edição 2020/1 após a realização da confirmação de matrícula da 4ª Chamada da Lista de Espera, tendo em vista já haver iniciado a Edição 2020/2 dos referidos certames com a realização da pré-matrícula dos candidatos classificados na chamada regular, ocorrida no período de 16 a 21 de julho de 2020.

A PR-1/UFRJ esclarece, ainda, que as vagas não preenchidas serão ofertadas, futuramente, por meio de editais próprios de Transferência Externa, Reingresso, Isenção de Concurso de Acesso e Mudança de Curso previstos na Resolução CEG nº 01/2017.

8/8/2020
Pró-Reitoria de Ұܲçã

UFRJ adia início do período letivo excepcional

A Pró-Reitoria de Ұܲçã (PR-1) ý emitiu nota nesta quarta-feira em que comunica o adiamento do início do período letivo excepcional, por conta da alteração licitatória do processo de aquisição dos kits internet para os alunos da Universidade.

Com a mudança, o período começa no dia 24/8 e se estende até 14/11/2020.

Leia na íntegra:

Em face da alteração licitatória do processo de aquisição de chips de pacotes de dados para estudantes, o Conselho de Ensino de Ұܲçã (CEG), reunido em 5/8/2020, deliberou pelo adiamento do início do Período Letivo Excepcional (PLE) para o dia 24/8/2020, com término no dia 14/11/2020.

As novas datas dos atos acadêmicos serão apreciadas pelo CEG e divulgadas em 12/8/2020.

5/8/2020
Pró-Reitoria de Ұܲçã

Manifestações pessoais de profissionais ý não são oficiais da Universidade

Nesta segunda-feira (20/7), a Reitoria ý emitiu nota em que destaca que manifestações individuais de pessoas ligadas à Universidade não podem ser considerados como posicionamentos oficiais ý.

Leia na íntegra:

A Reitoria ý salienta que os posicionamentos institucionais oficiais relacionados ao enfrentamento da COVID-19 são emitidos somente pelos grupos de trabalho nomeados pela reitora. São eles:

1) multidisciplinar, sob a coordenação do professor Roberto Medronho e 

2) para estudos durante e pós-pandemia, sob a coordenação do professor Eduardo Raupp. 

Temos assistido a posicionamentos pessoais de profissionais ligados à UFRJ sobre retorno de atividades presenciais ou mesmo indicando o uso de medicamentos sem comprovação científica, o que não deve ser considerado, em hipótese alguma, um posicionamento oficial da Universidade. 

Ressaltamos que os posicionamentos oficiais da instituição se baseiam exclusivamente em critérios técnico-científicos e na medicina pautada em evidências, conforme a metodologia científica preconizada.

20/7/2020
Reitoria ý

Em nota, GT Coronavírus fala da necessidade de dados de notificação de COVID-19

Nesta segunda-feira (20/7), o Grupo de Trabalho (GT) Multidisciplinar para Enfrentamento da COVID-19 – instituído pela Reitoria ý – se posicionou frente à dificuldade da gestão de dados confiáveis para o combate estratégico da doença no país.

Leia na íntegra:

O Grupo de Trabalho (GT) Multidisciplinar para Enfrentamento da COVID-19 da ý torna pública sua insatisfação com as constantes dificuldades de acesso aos registros de notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), incluindo casos de COVID-19, no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep–Gripe) e de Síndrome Gripal notificados no sistema e SUS Notifica. O GT também se mostra insatisfeito com a dificuldade de acesso aos dados do estado do Rio de Janeiro disponibilizados pelo Ministério da Saúde na Internet.

O provimento eficiente e no momento certo de dados válidos e confiáveis é condição essencial para a produção oportuna de análises da situação de saúde, necessárias à tomada de decisões baseadas em evidências e à promoção de ações na área.

A busca por soluções cientificamente embasadas em apoio ao Sistema Único de Saúde no enfrentamento da grave ameaça à saúde pública representada pela COVID-19 requer, de forma inalienável, a garantia de amplo acesso aos dados e informações em saúde geradas pelos Sistemas de Informação em Saúde (SIS), além de informações disponíveis no repositório de dados heterogêneos do Ministério da Saúde, por meio de uma solução, via Internet, com a plataforma de desenvolvimento Elastic Stack, no Elastic Cloud Enterprise

As dificuldades em garantir a estabilidade dos sistemas em funcionamento e oferecer mecanismos consistentes para acesso, juntamente com a utilização ainda de práticas manuais para entrada de dados, a não integração e a inconsistência conceitual na representação dos dados originados das bases dos diferentes sistemas de informação, aliada à baixa interoperabilidade oferecida por tais sistemas, tornam as atividades de monitoramento dos processos epidêmicos uma tarefa desafiadora e, em alguns momentos, intempestiva e ineficaz, tendo em vista a gravidade da situação. Isso restringe a capacidade do gestor público de tomada de decisão de maneira oportuna e aumenta consideravelmente o risco de não se antecipar aos efeitos maléficos e indesejados dos processos epidêmicos, que impactam diretamente a vida da população não apenas na saúde física, mas também na saúde mental e com consequências econômico-sociais.

Além disso, vale destacar a baixa qualidade dos dados, que muitas vezes são incompletos e prejudicam a análise. Há também grande atraso na chegada das notificações, o que torna a visualização da informação muitas vezes inconsistente, gerando a necessidade de um processo de organização e ajuste demorado, complexo e custoso para uma atividade que deve ser feita diariamente. Com a chegada de novos dados em diversas datas, não é possível realizar a separação somente pelo dia da notificação. É preciso buscar sempre novos casos, desde o primeiro momento em que a coleta desses dados se iniciou, e repetir todo o trabalho de organização e consistência a cada nova avaliação, incluindo o tratamento de todos os dados previamente existentes. Conforme aumenta o número de casos e avançam as semanas epidemiológicas, esse processamento se torna desafiador e mais complexo, com muito desperdício de esforço por retrabalho.

Nas últimas décadas o Brasil tornou-se referência mundial na produção de dados e informações de acesso público em saúde, em consonância com os princípios e diretrizes do SUS e da democracia. O desenvolvimento e aprimoramento contínuos dos Sistemas de Informação em Saúde são estratégicos à plena realização do cuidado da saúde individual e coletiva. A disponibilização de informações integradas, satisfazendo os princípios éticos da privacidade individual, é de fundamental necessidade. Faz-se, dessa forma, urgente ter vontade política a fim de se organizar uma solução para a integração dos dados e informações desses sistemas, os quais, isoladamente, à custa de muitos esforços, têm cumprido seu papel no acompanhamento das situações para as quais foram planejados.

Em apoio ao SUS e à democracia, consideramos inadmissíveis quaisquer iniciativas que restrinjam a produção, integração e disponibilização de dados confiáveis. oferecidos abertamente, eles permitem o planejamento de ações efetivas por parte do Estado brasileiro e trazem mais o bem-estar e a economia de recursos. Por estarmos na Era da Informação e tendo o país competência consolidada por meio de universidades, institutos de pesquisas e órgãos do Estado, é incompreensível e inconcebível que as ações de integração aqui citadas ainda não tenham sido implementadas.

20/7/2020
Grupo de Trabalho (GT) Multidisciplinar para Enfrentamento da COVID-19 ý