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Reitores e reitoras de dez instituições do estado do Rio de Janeiro defendem manutenção do presidente da Faperj

Em nota oficial, reitores e reitoras integrantes do Friperj  (Fórum de Reitores das Instituições Públicas de Ensino Superior) manifestaram apoio à manutenção do professor Jerson  Lima no cargo de presidente da Faperj. Na nota, eles fazem um apelo ao governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, para rever a decisão de tirar o pesquisador do comando da Fundação. 

Veja abaixo a íntegra da nota:

Reitoras e reitores do Estado do Rio de Janeiro em defesa da FAPERJ

Nós, reitoras e reitores componentes do Friperj (Fórum de Reitores das Instituições Públicas de Ensino Superior) manifestamos todo o nosso apoio ao presidente da Faperj, professor Jerson Lima.

A Faperj tem servido como esteio da comunidade científica do Estado do Rio de Janeiro, proporcionando valiosos avanços na infraestrutura e no funcionamento do sistema de CT&I. Este papel estruturante e estratégico da Faperj tem sido possível graças à garantia do repasse dos recursos financeiros pelo governo do Estado que tem sido feita sob a coordenação da presidência da Faperj a partir de editais públicos que julgam com transparência o mérito científico dos projetos.

Portanto, consideramos que a manutenção do presidente da Faperj, pesquisador reconhecido pela comunidade acadêmica, é essencial para garantir a integridade desta valiosa instituição que promove ciência, tecnologia e inovação como instrumento de desenvolvimento social e econômico do nosso Estado.

Temos a expectativa que o Governador reveja esta decisão para o bem da Faperj, da comunidade científica e da população do Estado do Rio de Janeiro.

Ana Paula Giraux Leitão, Reitora do Colégio Pedro II;

Antônio Cláudio Lucas da Nóbrega – Reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF)

Gulnar Azevedo e Silva, Reitora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj);

José da Costa Filho, Reitor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio);

Mauricio Saldanha Motta, Diretor-Geral do Centro Federal de ýção Tecnológica (Cefet/RJ);

Rafael Barreto Almada, Reitor do Instituto Federal de ýção, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) e Vice-presidente do Friperj;

Roberto de Andrade Medronho, Reitor da ý (UFRJ);

Roberto de Souza Rodrigues, Reitor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e Presidente do Friperj;

Rosana Rodrigues, Reitora da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf);

Victor Barbosa Saraiva, Reitor do Instituto Federal de ýção, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF).

Cientistas ý produzem nota técnica sobre monkeypox

O Núcleo de Enfrentamento e Estudos de Doenças Infecciosas Emergentes e Reemergentes (Needier/UFRJ) divulgou uma nota técnica para informar sobre os sintomas da varíola do macaco, como é popularmente conhecida a monkeypox, que desde o dia 14/8 se tornou emergência de saúde pública de importância internacional, declarado pelo comitê de emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS), em decorrência, principalmente, à propagação do vírus membro da família de Orthopoxvirus pelo continente africano.

De acordo com os cientistas do Needier, o vírus mpox geralmente se manifesta após período de incubação de 6 a 16 dias (até 21 dias). No surto recente, a transmissão mais comumente ocorreu pelo contato próximo com indivíduo infectado e foi observado uma preponderância de lesões cutâneas nas áreas genital e anal e acometimento de mucosas (oral, retal e uretral). A doença usualmente evolui com sinais e sintomas leves, porém algumas pessoas, especialmente aquelas com imunossupressão, podem desenvolver formas mais graves.

Para evitar que a doença se alastre, os indivíduos com suspeita de monkeypox podem buscar atendimento no Needier, após contato prévio com a equipe do núcleo. O contato poderá ser feito pelo WhatsApp (21.96845-8188) ou o e-mail (consulta@needier.ufrj.br). O atendimento incluirá avaliação médica, coleta de material biológico, orientação clínica e realização de testes diagnósticos moleculares e genômicos.

Leia a íntegra da nota técnica.

Aborto legal

A reitoria da ý (UFRJ) divulga uma nota para se posicionar sobre o Projeto de Lei /PL n.º 1904 de 2024, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados, em regime de urgência. A nota traz argumentações relativas às intenções dos legisladores de criminalizar as vítimas de crimes de estupro, conferindo penas de até 20 anos de prisão. Leia a íntegra da nota:

Nota ý sobre ao Projeto de Lei n.º 1904 de 2024, em tramitação no Congresso Nacional

A Reitoria ý vem a público manifestar sua profunda preocupação em relação ao Projeto de Lei /PL n.º 1904 de 2024, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados, em regime de urgência. Trata-se de nova norma legal que equipara o aborto realizado após a vigésima segunda semana de gestação ao crime de homicídio simples, com pena de seis a vinte anos de prisão. Assim cabe considerar:

I Do ponto de vista ético vale questionar o que o legislador quer proteger.

1.    A vida humana desde a concepção, sustentada por uma crença ou visão religiosa? Parece que NÃO, porque não haveria diferença moral entre o concepto de 4 semanas ou 23 semanas de gestação. Além disso, como um argumento baseado em qualquer crença ou religião, não pode encontrar acolhida em um Estado laico, numa sociedade democrática e pluralista, fundamentada na convivência de múltiplas comunidades morais. A Universidade, como lócus da diversidade e da defesa do conhecimento científico e da laicidade não pode deixar de se pronunciar.

2.    Proteger a vida humana a partir do momento em que o feto tem, teoricamente, viabilidade? Aqui temos que considerar que um feto de 22 semanas só tem condições de viver fora do útero materno com muita intervenção tecnológica. Afinal de que viabilidade se está falando? Um feto de 22 semanas não se equipara a uma criança que acaba de nascer para uma vida independente do útero materno.

II Quando trata do estupro, o efeito principal dessa da lei, caso seja aprovada e sancionada, seria obrigar uma menina ou uma mulher a levar a termo a gravidez de seu agressor, tornando letra morta a possibilidade de interrupção da gravidez na condição de estupro já garantida em lei. Nenhuma mulher ou menina espera até a 22ª semana para decidir interromper a gravidez consequente a um estupro. As barreiras interpostas ao acolhimento digno são muitas e pospõem o procedimento até que se chegue a 22 semanas ou mais. É sabido que a atenção às situações de aborto previstas na legislação brasileira ainda é insuficiente para garantir que a interrupção da gestação aconteça estritamente no tempo de 22 semanas, e o projeto de lei apresenta como alternativa mais uma punição às crianças, adolescentes e mulheres já penalizadas por sua condição. O PL, portanto, não encontra sustentação ética por atentar contra a garantia dos direitos reprodutivos duramente conquistados. Deve ser arquivado de imediato. Aqui devemos reafirmar que não cabe esse retrocesso. 

III. Ao contrário de perseguir crianças, adolescentes, adolescentes e mulheres que necessitam do aborto legal e punir profissionais de saúde que as acolhem e delas cuidam com respeito, dentro das normas éticas, e seguindo protocolos médicos que asseguram a realização do aborto de forma segura, deveríamos estar preocupados e mobilizados no enfrentamento da violência sexual como marca estrutural da sociedade brasileira.

A ý faz um chamamento a toda a sociedade civil brasileira, que despertou para o tema suscitado pelo PL n.º 1904 de 2024, para que a reflexão sobre o aborto legal ocupe cada roda de conversa e cada fórum de decisão pelo país. Temos uma dívida com as nossas crianças, adolescentes e mulheres. Elas precisam ter direito à alegria da infância, da juventude e de ser mulher; ao estudo; a planos de futuro e, fundamentalmente, a determinar sobre seus próprios corpos e resolver que desenho familiar é o seu. A hora é agora.

Informações sobre incidente da ýção Física

A Reitoria ý informa que:

1- Foi definida uma empresa para manutenção corretiva para execução imediata do escoramento.

2- Foi solicitado ao MEC a necessidade de recursos orçamentários para a execução do serviço e verbas suplementares para que sejam aplicadas em serviços de manutenção evitando com isso futuros sinistros.

O desabamento ocorreu no corredor da entrada, em frente a Coordenação de ٱԲã. Ocorreu à noite, no feriado. O prédio estava vazio e ninguém se feriu.

As aulas que estão acontecendo fora do prédio da EEFD e são de outras unidades (anatomia, aquelas da Praia Vermelha etc.) estão mantidas. Somente as que retornaram no dia 24 de abril estão canceladas.

Professor Roberto de Andrade Medronho
Reitor ý

Políticas públicas de ação afirmativa são conquistas

A Reitoria ý, através da Superintendência-Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (SGAADA), instância responsável por realizar a formação de heteroidentificadores e o processo de heteroidentificação de acesso à universidade, torna público posicionamento sobre a “opinião” de que as políticas de ação afirmativa, também conhecidas como discriminação positiva, são as responsáveis por uma suposta “volta do racismo” na sociedade brasileira.


As políticas públicas de ação afirmativa percorreram um longo caminho antes de se consolidarem como um instrumento efetivo de promoção da igualdade racial no Brasil. Este Brasil que, em sua primeira Lei da ýção, promulgada em 1837, excluiu os negros, escravizados ou não, de acessarem a educação formal. O mesmo Brasil que, ao abolir a escravatura, não previu as mínimas condições de sobrevivência à população negra liberta. Ainda o Brasil que tem no pacto da branquitude a manutenção de seus privilégios e sua hegemonia, estabelecendo o racismo de marca como uma tecnologia que reforça essa segregação.


É óbvio que políticas de discriminação positiva, que dão tratamento às imensas desigualdades, causam incômodo para quem quer se manter no poder. Matérias, editoriais e colunas de “opinião”, que encontram espaço em veículos de comunicação hegemônicos, que também são utilizados para sustentar o dispositivo supremacista branco, ou seja, a branquitude, buscam desqualificar as políticas que visam um processo de reparação histórica, e o fazem investindo na produção de uma dissonância cognitiva coletiva. Afinal, o Brasil colonial escravagista contraiu uma dívida com população negra, e que as políticas de discriminação positiva visam corrigir e dirimir as distorções históricas, o que AINDA não foi capaz de acabar com o racismo.


A aprovação da Lei 12.711/12, por unanimidade, é fruto de ações propositivas do movimento negro brasileiro, porque reconhece a existência do racismo DE MARCA e cria mecanismos de inclusão, ou seja, garante as vagas, e as comissões de heteroidentificação agem como procedimento complementar, fazendo com que estas vagas reservadas cheguem aos seus sujeitos de direito.


Falar em tribunal racial é no mínimo desonestidade intelectual, pois os dispositivos preveem diversidade de gênero e raça. Não existem tribunais raciais, existe sim uma ideologia de manutenção dos privilégios que colide frontalmente com o processo de desconstrução do racismo no país.


A Reitoria ý, através da SGAADA acredita que as políticas de ação afirmativa estão no bojo do processo de reparação histórica tão necessárias para um país com mais equidade e justiça social. Reitera que as comissões de heteroidentificação são instrumentos importantes que impõe uma nova realidade para a construção de uma sociedade inclusiva, plural e diversa a partir da promoção de igualdade de oportunidades de acesso ao nível superior.

Rio de Janeiro, 25 de março de 2024.

Denise Goes – superintendente-geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade

UFRJ mantém calendário oficial acadêmico

A ý (UFRJ) vem a público informar que, mesmo com a greve dos servidores públicos federais técnico-administrativos em educação, está mantido o

A Reitoria da Universidade reitera o apoio às reivindicações dos profissionais que atuam nas instituições federais do país em busca de melhorias no Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em ýção ( PCCTAE) que dignifiquem a carreira, a recomposição salarial dos servidores e a recomposição do orçamento ý.

É um direito legal e constitucional, e a Reitoria ressalta a importância do diálogo permanente para que sejam mantidas as atividades essenciais na Universidade.

Pesquisa do Conselho Federal de Medicina é alvo de mais críticas 

Em nota, o Núcleo de Enfrentamento e Estudos de Doenças Infecciosas Emergentes e Reemergentes (Needier) da ý (UFRJ) repudia a iniciativa do Conduzida através do site do conselho ou enviada aos profissionais diretamente, a pesquisa questiona os médicos se a aplicação do imunizante deveria ser obrigatória e se o profissional já atendeu crianças com diagnóstico ou complicações decorrentes da doença.

Para o Needier, ao lançar sua “pesquisa” baseada em opiniões, o CFM ignora toda a estrutura técnica especializada que respalda as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e as bases da metodologia científica, trazendo apenas insegurança e dúvidas à população. Sem contribuir com evidências sólidas, como esperado de um órgão de classe profissional, enfraquece a confiança em um programa de excelência na prevenção de doenças.

A UFRJ, por meio do Needier, se une a outras instituições, como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), maior sociedade científica da América Latina, que repudiou a pesquisa, denominando a iniciativa de “negacionismo favorecido pelo CFM”. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) também expressou preocupação em relação à iniciativa do CFM, pois pode gerar insegurança na comunidade médica e afastar a população dos locais de vacinação.

Veja aqui a íntegra da nota:

UFRJ lamenta mortes com o temporal no estado do Rio e se coloca à disposição da sociedade

As intensas chuvas que caíram no Rio de Janeiro neste fim de semana (13 e 14/1) provocaram inundações em diversas regiões do estado, com destaque para a Baixada Fluminense, que é drenada por vários cursos d’água que deságuam na Baía de Guanabara. A intensa e desordenada ocupação dessa região sem adoção de políticas públicas adequadas, especialmente de saneamento básico, transformou os rios em “valões” de esgoto assoreados. Tal fato é uma das principais causas do preocupante cenário vivido pelos habitantes da região, que frequentemente sofrem com enchentes intensas. Os alagamentos causam sérios prejuízos sociais, econômicos e à saúde física e mental da população, quando não trazem perdas de vidas por afogamento, soterramento ou descargas elétricas. Até o momento, chegou a 12 o número de mortos pelo temporal.

Destaca-se que, após as enchentes, diversas enfermidades podem ocorrer, tais como, leptospirose, tétano, hepatite A e doenças diarreicas agudas. Assim, em caso de episódios como febre, mal-estar, dores no corpo, diarreia, entre outros sinais e sintomas suspeitos de doença infecciosa em pessoas que tiveram contato com a enchente, deve-se procurar imediatamente o serviço de saúde e informar ao profissional de saúde que o paciente teve contato com a enchente. O diagnóstico precoce e o tratamento tempestivo podem reduzir a gravidade da doença.

A ý coloca sua expertise à disposição das autoridades e da sociedade para amenizar o sofrimento da população e apoiar futuras ações em prol da melhoria da qualidade de vida dos moradores do estado do Rio de Janeiro, em especial da Baixada Fluminense.

Nota sobre atraso no pagamento de profissionais que prestaram serviços nos concursos públicos nº 490 e 491/2023

A UFRJ informa que, em virtude do déficit orçamentário, o pagamento dos profissionais que atuaram nos concursos públicos nº 490 e 491/2023 precisou ser postergado. A Reitoria reitera que noticiará assim que tiver um posicionamento em relação à data dos pagamentos.

Infelizmente, a recomposição orçamentária não foi suficiente para cobrir o desempenho das atividades dos concursos. O valor arrecadado com o pagamento das inscrições foi encaminhado à conta única ý e incluído no orçamento geral da Universidade. Contudo, mesmo com o valor arrecadado, a instituição não conseguiu cobrir as despesas fixas. 

A situação financeira vivenciada pela instituição impõe  limitações, nos obrigando a eleger prioridades, que, se não forem executadas, causarão danos irreparáveis. 

Elencamos, como exemplo, o pagamento de profissionais extraquadros e terceirizados, alimentação de estudantes e transportes para perícias médicas, além de provas de vida e trabalhos de campo.

Mediante a situação vigente, a Reitoria ý reafirma que honrará todos os compromissos assumidos, assegurando que todos os trabalhadores recebam pelos serviços prestados. Prioritariamente, os pagamentos a serem realizados pela instituição se darão da seguinte maneira:

  • os terceirizados, pois estes não possuem nenhuma outra fonte de renda;
  • os restaurantes universitários para fornecimento da alimentação dos estudantes até o encerramento do ano letivo.

A Reitoria ý reafirma seu compromisso em garantir a valorização de seus servidores e, principalmente, lutar pela recuperação orçamentária, com vistas a cumprir com os verdadeiros pilares que garantem que a instituição continue a ser referência de qualidade no ensino público superior no Brasil.

1/11/2023
Reitoria ý

Nota sobre situação orçamentária

O ano de 2023 começou com o esforço governamental para a recomposição orçamentária das universidades federais. Todavia, essa recomposição ainda não foi suficiente e, por imposição do regime fiscal vigente, houve a necessidade de novos contingenciamentos, deixando as universidades em dificuldades para fechar o exercício. Diante desse cenário, a UFRJ se viu obrigada a priorizar seus gastos para não haver descontinuidade nas atividades acadêmicas. Há um esforço da Reitoria para a liberação de recursos orçamentários com o objetivo de executar as despesas previstas para 2023. Todos os compromissos assumidos este ano serão honrados.

A Reitoria reafirma que irá continuar lutando para recuperar o orçamento da Universidade e garantir que a UFRJ continue funcionando e prestando os serviços com a mesma qualidade de sempre.

24/10/2023
Reitoria ý