Nesta quarta-feira, 9/2, a reitora ´óÏó´«Ã½, professora Denise Pires de Carvalho, e dirigentes de outras 10 instituições de ensino do Rio de Janeiro emitiram nota a favor da retomada presencial plena das atividades de ensino em suas unidades, respeitando-se a autonomia de planejamento de cada uma delas.
Em nota divulgada em 26/1, a Reitoria ´óÏó´«Ã½ já havia se posicionado pelo retorno à s aulas presenciais.
Além ´óÏó´«Ã½, a manifestação conjunta publicada nesta quarta-feira é assinada pelas seguintes instituições:
- Universidade Federal Fluminense (UFF);
- Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ);
- Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio);
- Centro Federal de ´óÏó´«Ã½Ã§Ã£o Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ);
- Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj);
- Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf);
- Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo);
- Colégio Pedro II;
- Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ);
- Instituto Federal Fluminense (IFF).

Segundo os dirigentes das entidades, “a retomada a presencialidade do ensino é uma realidade nas instituições públicas de ensino do Estado do Rio de Janeiro e a defesa e cobrança do ciclo vacinal completo, aliado ao conjunto de medidas dos protocolos de biossegurança, dão a garantia de uma retomada segura, mesmo com a presença da variante ômicron”.
Leia a integra da nota:
NOTA DAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DE ENSINO DO RIO DE JANEIRO
As instituições públicas de ensino, pesquisa e extensão do estado do Rio de Janeiro manifestam-se a favor da retomada presencial plena das atividades de ensino em suas unidades, respeitando-se a autonomia de planejamento de cada uma delas.
A adoção do ensino remoto emergencial foi necessária e preparada com todo o cuidado didático, jurÃdico e institucional, com ampla discussão nos conselhos superiores, cuja reversão está ocorrendo de forma gradativa e planejada. Nossas ações nesses tempos de pandemia foram fundamentais para que vidas pudessem ser preservadas. Neste momento, temos convicção de que o retorno completo ao ensino presencial será fundamental para o processo de ensino-aprendizagem de qualidade.
Ao longo do perÃodo pandêmico contribuÃmos com toda a sociedade fluminense, desenvolvendo um conjunto de ações institucionais com o objetivo de minimizar os efeitos da pandemia, o que tem sido essencial no combate à covid-19 e na proteção à saúde da população.
A tomada de decisão dos gestores tem dependido do comportamento da pandemia no que se refere principalmente à s seguintes variáveis: taxa de transmissão do vÃrus, grau de letalidade e ocupação dos leitos.
Não obstante, cientes e defensores da ciência e das polÃticas públicas geradas a partir de estudos comprovados cientificamente, nós defendemos e cobramos o esquema vacinal completo para o retorno presencial de toda a comunidade acadêmica. Todavia, vários membros das comunidades de nossas instituições fazem parte de grupo de maior risco para desenvolvimento de doença grave, mesmo quando vacinados, e precisam se manter afastados por determinação legal.
Nesse momento da pandemia, quando boa parte da população do estado encontra-se com o esquema vacinal completo, devemos tomar decisões com base em variáveis diferentes daquelas que foram assumidas no passado, ou seja, antes a taxa de transmissão era a principal variável para mantermos o distanciamento interpessoal.
Ressaltamos que o avanço da vacinação, inclusive na população infantil, associado à s caracterÃsticas dessa nova variante, trouxeram novas perspectivas com relação à decisão sobre a retomada ao ensino presencial pleno. Neste momento, as taxas de mortalidade e de internação na população vacinada devem ser os fatores determinantes para o retorno e não simplesmente a taxa de transmissão do vÃrus. Esta percepção só foi possÃvel com a entrada da nova variante e os estudos relacionados ao seu comportamento.
Entretanto, cabe destacar a peculiaridade de cada instituição de ensino que compõe esta manifestação e seus momentos diferenciados do perÃodo letivo. As instituições têm autonomia para aprovar os respectivos calendários acadêmicos nos colegiados superiores e neste momento não existe convergência de datas de inÃcio e término dos perÃodos letivos. Reafirmamos que a retomada presencial plena deve ser realizada de maneira estratégica e no inÃcio do novo perÃodo letivo, pois as atividades presenciais não devem excluir grande parte dos discentes que não moram nos municÃpios nos quais realizam seus cursos. Esse planejamento é fundamental.
Associado ao planejamento de retorno é importante ressaltar o papel da assistência estudantil em superar a exclusão digital durante a pandemia. A crise financeira e econômica em que o paÃs vive, com nÃveis elevados de desemprego, que afetou e está afetando as famÃlias de vários alunos, requer um olhar ainda mais especial neste momento retomada. Os programas de assistência estudantil para permanência dos estudantes em vulnerabilidade precisam ser continuados e ampliados. Por isso, manifestamos a necessidade de atenção total do Governo do Estado e do Ministério da ´óÏó´«Ã½Ã§Ã£o para este desafio.
Além disso, as instituições manifestam ainda suas preocupações com a redução do financiamento das unidades de ensino federal no perÃodo da pandemia, com cortes em seus orçamentos de custeio de aproximadamente 30% e redução do quadro de pessoal técnico-administrativo. Se a infraestrutura era precária nessas instituições em 2020, neste momento no qual há necessidade de seguirmos as orientações de biossegurança, são fundamentais algumas intervenções na infraestrutura que se deteriorou ainda mais.
É de suma importância para as unidades de ensino a recomposição orçamentária imediata do custeio aos valores de 2019 corrigidos pela inflação e a recomposição de pessoal com a retomada de concursos de cargos extintos, mas de extrema necessidade para a qualidade do ensino, pesquisa e extensão.
Por fim, reforçamos que a retomada a presencialidade do ensino é uma realidade nas instituições públicas de ensino do Estado do Rio de Janeiro e a defesa e cobrança do ciclo vacinal completo, aliado ao conjunto de medidas dos protocolos de biossegurança, dão a garantia de uma retomada segura, mesmo com a presença da variante ômicron. Dessa forma, convocamos toda a comunidade das instituições de ensino a completarem o ciclo vacinal.
Rio de Janeiro, 09 de fevereiro de 2022.
Antonio Claudio Lucas da Nóbrega (reitor – UFF)
Denise Pires de Carvalho (reitora – UFRJ)
Jefferson Manhães de Azevedo (reitor – IFF)
Luanda Moraes (reitora – Uezo)
MaurÃcio Saldanha Motta (diretor geral – Cefet/RJ)
Oscar Halac (reitor – Colégio Pedro II)
Rafael Barreto Almada (reitor – IFRJ)
Raul Ernesto Lopez Palacio (reitor – Uenf)
Ricardo Lodi Ribeiro (reitor – Uerj)
Ricardo Silva Cardoso (reitor – Unirio)
Roberto de Souza Rodrigues (reitor – UFRRJ)
