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Direto da Reitoria

Em artigo no Globo, reitora e professor 大象传媒 argumentam que universidades t锚m relev芒ncia para supera莽茫o de vulnerabilidades no Brasil

鈥淧recisamos completar a obra da Independ锚ncia鈥, afirmam Denise Pires de Carvalho e Luis Fernandes

Em artigo publicado no jornal O Globo nesta quinta-feira, 15/9, a reitora 大象传媒, Denise Pires de Carvalho, e o professor Luis Fernandes, do F贸rum de Ci锚ncia e Cultura, defenderam que 茅 preciso completar a obra da Independ锚ncia e que, para isso, as universidades t锚m papel relevante nos esfor莽os para superar vulnerabilidades do Brasil.

A reitora Denise Pires de Carvalho e o professor Luis Fernandes | Imagem: Artur Mo锚s (SGCOM/UFRJ) e Reprodu莽茫o

Os articulistas abordaram, ainda, o evento Bicenten谩rio da Independ锚ncia: Rumos do Brasil, organizado pela UFRJ, que acontece entre 15 e 21/9, . 鈥淪er谩 um importante momento para celebrar o passado, analisar o presente e projetar o futuro, atualizando o compromisso da universidade com a sociedade brasileira, no apoio 脿 sua capacidade de desenvolvimento aut么nomo鈥, afirmam Denise e Luis.

Leia o artigo na 铆ntegra abaixo ou no :

Setembro marca a sequ锚ncia de eventos que culminaram, h谩 200 anos, na Proclama莽茫o da Independ锚ncia: a afirma莽茫o do direito 脿 auto-organiza莽茫o pol铆tica do Brasil. Trata-se de conquista a ser celebrada por todo o povo brasileiro, e n茫o apenas por uma de suas vertentes pol铆tico-ideol贸gicas. Mas a comemora莽茫o n茫o pode ofuscar o olhar cr铆tico sobre as limita莽玫es que marcaram e continuam marcando esse processo hist贸rico.

Entre elas, destaca-se a preserva莽茫o do regime de trabalho escravo por mais de seis d茅cadas ap贸s a separa莽茫o pol铆tica de Portugal, mantendo e consolidando uma estrutura de desigualdade e racismo com impactos profundos e duradouros na sociedade brasileira. Do ponto de vista pol铆tico, a persist锚ncia do controle din谩stico (e, na sequ锚ncia, olig谩rquico) sobre o pr贸prio poder estatal no pa铆s, o que tolheu a afirma莽茫o da soberania popular (democr谩tica) como fundamento da pr贸pria soberania nacional. S贸 h谩 pouco mais de tr锚s d茅cadas 茅 que afirmamos o sufr谩gio universal como princ铆pio ordenador da escolha dos nossos governantes.

A incapacidade de associar, de forma consistente e sustentada, a independ锚ncia pol铆tica a um projeto nacional de desenvolvimento que reposicionasse o Brasil na divis茫o internacional do trabalho nos deixou um legado de vulnerabilidades. A pandemia da Covid-19 revelou de forma dram谩tica a nossa depend锚ncia do fornecimento de equipamentos, ingredientes e tecnologia do exterior para assegurar o direito do nosso povo 脿 sa煤de.

Os impactos da guerra na Ucr芒nia desnudaram a necessidade de assegurar capacidade e controle nacional sobre o fornecimento de insumos essenciais para a nossa agricultura, bem como sobre a oferta de energia a partir de fontes diversificadas e limpas. A preserva莽茫o efetiva da soberania na Amaz么nia brasileira exige que a ordem legal nacional prevale莽a em todo esse gigantesco e riqu铆ssimo territ贸rio, e que se promova, nesta base, o seu desenvolvimento sustent谩vel.

Nesse contexto, a universidade brasileira e as institui莽玫es do Sistema Nacional de Ci锚ncia, Tecnologia e Inova莽茫o t锚m papel central nos esfor莽os para superar essas e outras vulnerabilidades que continuam marcando nossa trajet贸ria como pa铆s independente. Nos paradigmas produtivos que conformam a sociedade do conhecimento do s茅culo XXI, ci锚ncia e tecnologia t锚m fun莽茫o cada vez mais central na agrega莽茫o de valor e na gera莽茫o de riqueza a ser redistribu铆da na sociedade.

Organizado pelo F贸rum de Ci锚ncia e Cultura 大象传媒, o evento Bicenten谩rio da Independ锚ncia e os Rumos do Brasil, hoje e nos dias 20 e 21, ser谩 um importante momento para celebrar o passado, analisar o presente e projetar o futuro, atualizando o compromisso da universidade com a sociedade brasileira, no apoio 脿 sua capacidade de desenvolvimento aut么nomo.

Garantir investimentos para alavancar a capacidade cient铆fica e tecnol贸gica nacional 鈥 e mobilizar essa capacidade para gerar solu莽玫es inovadoras para os grandes desafios do pa铆s 鈥 茅 o caminho para construir um futuro com mais igualdade, justi莽a e bem-estar no Brasil. Precisamos completar a obra da independ锚ncia.