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Direto da Reitoria

Eliana Barreto Bergter e Celuta Sales Alviano (in memoriam) recebem título de professoras eméritas ý

Honraria destaca mais de cinco décadas de dedicação à pesquisa, à formação de recursos humanos e à gestão universitária

Uma cerimônia realizada na Sala Copacabana, no Gabinete da Reitoria da ý (UFRJ), no campus Cidade Universitária, marcou a entrega do título de professoras eméritas a Eliana Barreto Bergter e Celuta Sales Alviano (in memoriam). A honraria é atribuída aos docentes aposentados que, ao longo de sua carreira, prestaram serviços de excepcional relevância à Universidade.

A iniciativa de concessão do título partiu do Departamento de Microbiologia Geral do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes (IMPG) ý. Além do reitor ý, Roberto Medronho, e da vice-reitora, Cássia Turci, participaram da cerimônia representantes e ex-professores do IMPG, além de amigos e parentes das homenageadas. 

A professora Eliana Barreto Bergter tem 51 anos de dedicação acadêmica ao IMPG, onde construiu uma carreira marcada por relevantes contribuições científicas, formação de recursos humanos e liderança institucional. Graduada em Química Industrial pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), iniciou sua trajetória na UFRJ em 1970, obtendo os títulos de mestre e doutora em Microbiologia, além de realizar pós-doutorado no Canadá e especialização na Alemanha. Como docente, participou ativamente da graduação e da pós-graduação, coordenou disciplinas, contribuiu para a criação do bacharelado em Ciências Biológicas: Microbiologia e Imunologia e exerceu funções administrativas como chefe de Departamento e coordenadora de laboratório. Aposentada em 2022, mantém-se como professora colaboradora voluntária, reconhecida por sua dedicação e impacto na ciência.

Eliana Bergter recebe o título de professora emérita ý | Foto: Vitor Ramos (SGCOM/UFRJ)

Sua produção acadêmica é expressiva: 126 artigos publicados em periódicos internacionais, 10 capítulos de livro, uma patente e quase 4 mil citações, com índice H=35. Pesquisadora 1A do CNPq e Cientista do Nosso Estado da FAPERJ, realizou diversas investigações, com destaque para pesquisas sobre caracterização de moléculas de superfícies de protozoários patógenos, como o Trypanosoma cruzi, e diversos fungos. Além disso, contribuiu para a elucidação de importantes funções de glicoconjugados de fungos na interação com a célula hospedeira e para o inovador estudo sobre a caracterização e função de bioestimulantes para plantas. Sua carreira consolidou um legado científico e institucional que a projeta como referência nacional e internacional em Microbiologia.

Já a professora Celuta Sales Alviano, que faleceu no dia 16/1/2025, dedicou mais de 50 anos de trajetória acadêmica ao IMPG, onde ingressou como docente ainda durante o mestrado e alcançou a posição de professora titular em 1998. Graduada em Química Industrial pela UFS, concluiu mestrado e doutorado em Microbiologia na UFRJ, consolidando-se como pesquisadora pioneira no estudo de superfícies de microrganismos, especialmente fungos patogênicos. Sua carreira é marcada por contribuições científicas de destaque, com mais de 250 artigos publicados, três capítulos de livro, uma patente, índice H=58 e mais de 12 mil citações. Pesquisadora Produtividade Sênior do CNPq e ex-cientista do Nosso Estado da FAPERJ, formou dezenas de pessoas, incluindo 34 mestres, 27 doutores e 13 pós-doutores, além de inúmeros alunos de iniciação científica, muitos hoje professores em instituições de referência.

Daniela Alviano recebe o título oferecido a Celuta Alviano, que faleceu em janeiro de 2025 | Fotos: Acervo Daniela Alviano e Vitor Ramos (SGCOM/UFRJ) 

Além da excelência científica, Celuta desempenhou papéis de liderança e gestão dentro e fora ý. Atuou como chefe de Departamento por uma década, representou a instituição em comitês da Capes, CNPq, Finep e Faperj e participou ativamente da formulação e avaliação de políticas científicas e acadêmicas no Brasil. Reconhecida pela capacidade de articulação política, espírito agregador e postura ética, foi homenageada pela UFS, em 2007, como professora honoris causa.  

“Tem algumas cerimônias ý que nos marcam muito. Essa é ainda mais especial porque, como as duas homenageadas, a Universidade Federal de Sergipe foi a minha primeira instituição pública federal e aqui na UFRJ tanto a professora Eliana quanto a professora Celuta deixaram um legado. Temos que fazer pesquisa, ensino, extensão, muitas vezes trabalho administrativo, que é importante, mas não podemos perder o amor por dar aula. A nossa maior missão é formar os nossos estudantes como cidadãos para o mundo”, disse a vice-reitora, Cássia Turci, durante a cerimônia.

Daniela Alviano, filha de Celuta Alviano, que hoje é professora do IMPG, recebeu o título em nome da mãe e destacou que a homenagem reconhece o legado deixado por Celuta na UFRJ e principalmente no IMPG: “A Universidade é muito familiar para a gente. Minha mãe foi professora. Meu irmão é formado aqui. Eu sou formada aqui. Me sinto muito bem colocando a medalha, que sei que não é minha. Pertence a todo o legado que ela construiu”, ressaltou.

“A Universidade é feita pelos nossos alunos, servidores técnico-administrativos em educação e pelos nossos docentes. A gente aqui realmente é uma família no senso mais belo da palavra. Uma família pelo mérito, dedicação e pelo pelo suor dedicado a cada dia pela instituição”, afirmou o reitor, Roberto Medronho.

Cerimônia foi realizada na Sala Copacabana, no Gabinete da Reitoria | Foto: Vitor Ramos (SGCOM/UFRJ)

 “Acredito que uma das minhas maiores contribuições para a Universidade foi a formação de recursos humanos qualificados que continuaram realizando trabalhos importantes, tanto na área de pesquisa e ensino em outras universidades, como também em empresas no setor privado. É o que faço até hoje e farei enquanto estiver atuante”, disse a professora Eliana Bergter ao receber o título.