A ý (UFRJ) encerra 2025 com resultados expressivos em áreas estratégicas como finanças, ensino, inclusão social e governança institucional. O balanço da gestão foi apresentado na última Plenária de Decanos e Diretores do ano, realizada na quarta-feira, 17/12, na antiga sala do Consuni, no edifício Jorge Machado Moreira (JMM), e reuniu os principais indicadores e ações desenvolvidas ao longo deste ano.
Entre os destaques está a reorganização financeira da Universidade, que iniciou o ano sem dívidas com a concessionária de energia elétrica Light, um marco considerado fundamental para a sustentabilidade orçamentária da instituição. Segundo o reitor Roberto Medronho, a decisão de judicializar o passivo, em vez de apenas repactuá-lo administrativamente, teve como objetivo evitar a transferência do problema para gestões futuras. A administração também estabeleceu como diretriz não contrair novas dívidas com a concessionária, reduzindo riscos de interrupção no fornecimento de energia, como as registradas em anos anteriores.
Ao longo de 2025, a UFRJ avançou, ainda, no fortalecimento acadêmico, com resultados positivos na graduação e na pós-graduação, na ampliação das políticas de permanência estudantil e no reconhecimento em rankings internacionais. O período também foi marcado pelo lançamento de iniciativas nas áreas de governança, cultura, extensão e comunicação, além de progressos na valorização dos servidores, na infraestrutura, na segurança dos campi e na promoção da diversidade.
Mesmo em um contexto de restrições orçamentárias, a Universidade ampliou sua projeção institucional e internacional, com a assinatura de dezenas de acordos acadêmicos e a liderança em fóruns globais. Para a gestão, os resultados refletem um esforço coordenado de planejamento e responsabilidade institucional, voltado à redução de desigualdades internas, ao fortalecimento do diálogo com a sociedade e à reafirmação do papel ý como universidade pública de excelência.
Avanços na graduação e políticas de permanência
Na área acadêmica, 2025 foi marcado por resultados relevantes. Diversos cursos de graduação avaliados neste ano obtiveram nota máxima (5), reforçando a qualidade do ensino oferecido pela UFRJ.
Outro destaque foi a ampliação das políticas de permanência estudantil, com a (quatro no Fundão, uma no Centro, uma na Praia Vermelha, uma em Duque de Caxias e uma em Macaé) e a instalação do serviço de alimentação na Faculdade Nacional de Direito (FND), beneficiando, inclusive, estudantes de unidades do entorno, como a Escola de Enfermagem Anna Nery (Eean).
Em relação ao acesso à universidade, a UFRJ implementou cotas para pessoas trans nos cursos de graduação e pós-graduação stricto sensu, com a A decisão histórica marca um avanço institucional na promoção da diversidade e no combate às desigualdades no ensino superior.
A Universidade registrou, ainda, o marco de 95% de ocupação das vagas ofertadas via Sisu, além de ter conseguido triplicar a taxa de ocupação das vagas ociosas.
Também tiveram , após intenso esforço técnico e administrativo para viabilizar os projetos, que ampliam a infraestrutura e melhoram a oferta de serviços à comunidade universitária.
Pós-graduação e reconhecimento internacional
e da adoção de novos parâmetros de distribuição nacional que desfavorecem a UFRJ, a Pró-Reitoria de Pós-Ұܲçã e Pesquisa (PR-2) atuou no redimensionamento interno dos subsídios para minimizar impactos nos programas.
Ainda com as restrições orçamentárias, de acordo com um levantamento realizado pelo Center for World University Rankings (CWUR), que avaliou 21.462 instituições em 94 países. A Universidade subiu 70 posições no ranking global em comparação com o último levantamento, passando do 401º lugar para o 331º, desempenho que o reitor atribui à excelência do corpo docente, técnico-administrativo e discente.
“Mesmo com parcos recursos, a Universidade se destaca nos rankings internacionais. Imagine se recebêssemos o que nos é devido? Isso teria um grande impacto”, enfatizou Medronho, ao comparar a situação das universidades federais com o modelo de financiamento das estaduais paulistas.
O ano de 2025 também marcou o , publicação bimestral dedicada a divulgar as pesquisas, a produção intelectual e o pensamento científico da instituição. A iniciativa busca aproximar, cada vez mais, a Universidade da sociedade.
Gestão de Pessoal e valorização dos servidores
Na área de pessoal, a Universidade enfrentou um volume elevado de aposentadorias – cerca de 600 apenas nos primeiros oito meses – e conseguiu reduzir o tempo médio de tramitação desses processos de 15 para cerca de três meses. Também foram retomados direitos represados há anos, como o pagamento de adicionais de insalubridade, que voltarão a ser analisados a partir de janeiro.
A gestão e avançou na construção da nova Clínica de Saúde do Trabalhador, ambas situadas na antiga Bio-Rio, iniciativas alinhadas a uma nova filosofia de cuidado e prevenção.
Governança e finanças
No campo financeiro, a UFRJ passou a divulgar de forma sistemática a execução orçamentária e o uso de recursos críticos, como os destinados à manutenção da Universidade.
Também avançou na redistribuição da chamada verba CIP (Custos Indiretos dos Projetos), direcionando recursos para unidades com menor capacidade de captação, especialmente nas áreas de humanidades e cultura.
Como resultado dessa política, unidades como a Escola de ýção Física e Desportos (EEFD) serão beneficiadas, o que possibilitará a realização de reformas estruturais urgentes. “Não é justo que áreas que não têm petróleo fiquem sem recursos. Diminuir desigualdades internas é uma decisão política desta Reitoria”, garantiu o reitor.
Outro destaque foi a criação do Escritório de Projetos ý, coordenado por um professor da Coppe, com o objetivo de apoiar docentes e unidades na captação de recursos. A iniciativa se soma ao crescimento expressivo das emendas parlamentares destinadas à Universidade: de R$ 22 milhões no ano anterior para R$ 43 milhões em 2025.
Cultura, museus e extensão universitária
A atuação ý nas artes e na cultura ganhou visibilidade ao longo do ano, com eventos de grande repercussão, , realizadas no salão nobre do Fórum de Ciência e Cultura (FCC), exposições e concertos da Orquestra ý, que completou 101 anos de atividade ininterrupta, além do – primeira ópera nacional moçambicana, com forte simbolismo histórico e político – na Escola de Música.
e terá novas áreas disponíveis ao público a partir de 2026, reafirmando o compromisso com o patrimônio científico e cultural do país.
Na extensão, a Universidade teve , com um estande unificado ý, que se tornou o mais visitado do evento e obteve ampla repercussão na mídia nacional. Projetos como o robô 14 Bis reforçaram a imagem da Universidade como polo de inovação.
Outro avanço foi o reconhecimento da prestação de serviços como atividade de extensão.
Segurança e comunicação
Em 2025, a UFRJ avançou na área de segurança, com a implantação de cancelas eletrônicas na Praia Vermelha, convênio com o 17º Batalhão da Polícia Militar para rondas permanentes e ações integradas que resultaram no desmantelamento de uma quadrilha envolvida em roubos de veículos dentro dos campi. Medidas preventivas de manutenção também evitaram alagamentos e quedas de árvores durante fortes temporais.
A comunicação institucional foi apontada como área em crescimento, com expansão significativa do alcance das redes oficiais da Universidade e maior presença na imprensa. A gestão reconhece avanços, mas afirma que o fortalecimento da comunicação seguirá como prioridade estratégica.
Compromisso com a diversidade e o futuro
Ao encerrar o balanço, o reitor ý destacou a atuação da e das ouvidorias Geral e da Mulher, com o fortalecimento de políticas de combate ao assédio, ao racismo e a todas as formas de discriminação. Para a gestão, criar um ambiente universitário seguro, diverso e livre de medo é condição essencial para a excelência acadêmica.
Outros pontos destacados foram a assinatura de dezenas de acordos acadêmicos internacionais e da realização do , consolidando a posição ý no cenário global. “A internacionalização é estratégica para a UFRJ. Em apenas um ano, assinamos mais de 60 convênios internacionais, o que demonstra o reconhecimento da Universidade no mundo todo”, disse Medronho.
