A ý (UFRJ) inaugurou, na quarta-feira (13/5), o Centro de Livros da China, instalado na Faculdade de Letras. A iniciativa é fruto da cooperação entre a UFRJ e o Grupo de ʳܲçõ Internacionais da China (China International Publishing Group – CIPG) e contou ainda com a participação do Instituto Confúcio ý, da China International Book Trading (Group) Co. Ltd. (CIBTC) e do Instituto de Inovação Beihang no Brasil (BIIB).
A cerimônia reuniu autoridades acadêmicas e diplomáticas brasileiras e chinesas, além de estudantes, pesquisadores e representantes da comunidade universitária. O evento incluiu a assinatura de um Memorando de Entendimento entre a UFRJ e o CIPG, seguida do descerramento da placa alusiva à criação do centro.
Durante a solenidade, o reitor ý, Roberto Medronho, afirmou que o novo espaço simboliza o fortalecimento das relações acadêmicas e culturais entre os dois países. “O China Book Centre nasce não apenas como um espaço de leitura, mas como um centro de circulação de ideias, de aproximação acadêmica e de intercâmbio cultural”, disse o reitor.
Segundo Medronho, a criação do centro representa mais do que a chegada de um acervo bibliográfico à universidade. “A criação de um centro dedicado ao livro chinês na UFRJ é muito mais do que a chegada de um acervo bibliográfico. É a abertura de uma janela para uma civilização milenar”, afirmou.
O reitor observou ainda que a cooperação entre Brasil e China deve ir além das relações econômicas. “As relações entre Brasil e China não podem se limitar ao comércio, aos investimentos ou à infraestrutura. Elas precisam também se apoiar no conhecimento mútuo, na formação de novas gerações, na compreensão cultural, no diálogo acadêmico e na cooperação científica”, argumentou.
Medronho também mencionou a importância estratégica da parceria entre a UFRJ e a Universidade de Beihang, uma das principais instituições chinesas nas áreas de ciência, tecnologia e inovação, além do papel desempenhado pelo Instituto Confúcio na aproximação entre os dois países.
A cerimônia foi realizada ao lado da Biblioteca José de Alencar, da Faculdade de Letras, considerada pelo reitor um dos maiores patrimônios acadêmicos e culturais da universidade brasileira. Em seu pronunciamento, Medronho lembrou que o espaço abriga mais de 400 mil volumes e cerca de 8 mil obras raras autografadas.
Para o vice-presidente do Grupo de ʳܲçõ Internacionais da China, Xie Gang, o centro representa um novo passo no aprofundamento das relações culturais entre Brasil e China. Em discurso realizado em chinês, com tradução simultânea para o português, ele afirmou que o espaço deverá funcionar como um ambiente permanente de intercâmbio acadêmico e intelectual.
“Continuaremos atualizando recursos bibliográficos de qualidade e realizando regularmente palestras, encontros de leitura e atividades culturais para promover o intercâmbio entre os dois povos”, afirmou.
Xie Gang também falou sobre a importância da tradução e da circulação de obras literárias e acadêmicas entre os países, citando a recente publicação, em chinês, do livro O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro. Segundo ele, iniciativas desse tipo contribuem para ampliar o conhecimento mútuo entre as sociedades brasileira e chinesa.
A cônsul-geral da República Popular da China no Rio de Janeiro, Tian Min, afirmou que o relacionamento entre Brasil e China vive “o melhor momento histórico” e enfatizou o papel da educação, da ciência e da cultura no fortalecimento da cooperação bilateral.
“Os livros são pontes importantes para o diálogo entre diferentes civilizações”, declarou a diplomata, que também defendeu a ampliação dos intercâmbios acadêmicos e culturais entre os dois países.
De acordo com Tian Min, o novo centro deverá se consolidar como um espaço de promoção da cultura chinesa no Brasil e de fortalecimento das relações entre universidades, pesquisadores e estudantes brasileiros e chineses.
Em seu discurso, o decano do Centro de Letras e Artes (CLA), Afrânio Gonçalves Barbosa, ressaltou a importância da inauguração do espaço para o fortalecimento das relações acadêmicas e culturais entre Brasil e China. Lembrou ainda que o intercâmbio da Faculdade de Letras com instituições chinesas começou há 16 anos e afirmou que a parceria vem ampliando oportunidades de cooperação, ensino e troca cultural entre os dois países.
A cerimônia de inauguração do novo centro foi realizada ao lado da Biblioteca José de Alencar, da Faculdade de Letras, apontada como um dos maiores patrimônios acadêmicos e culturais da universidade brasileira. O espaço abriga mais de 400 mil volumes e cerca de 8 mil obras raras autografadas.
Participaram da solenidade a vice-reitora ý, Cassia Turci; o diretor da Faculdade de Letras, Roberto de Freitas Junior; a chefe de gabinete da Reitoria, Fabiana Fonseca; a superintendente-geral de Relações Internacionais ý, Andrea Lima Belfort Duarte; o diretor da Escola de Química, Papa Matar Ndiaye; e o diretor chinês do Instituto Confúcio ý, Jiang Quanhong, entre outros.
